Sem hipotecar a vocação e a qualidade da sua ação, antes apostando num maior envolvimento regional, o Museu do Douro que no passado chegou a ter um passivo de cerca de um milhão de euros, viu o seu défice consideravelmente reduzido.
O diretor, Fernando Seara, contou, ao Nosso Jornal, que “a instituição tem vindo a fazer um esforço muito grande em recuperar alguma dívida que era pública e que tinha sido conhecida há um ano atrás”. Só a fornecedores, a dívida rondava os 650 mil euros, e no seu total andaria muito perto de um milhão de euros. Os novos dados apontaram para uma redução de 65 por cento a fornecedores. “O esforço foi de toda a equipa do Museu do Douro e da região, nomeadamente de um grande apoio da parte dos fundadores, ou seja, das câmaras municipais e da própria Secretaria de Estado da Cultura. Tivemos de redefinir estratégias, mas o projeto é cada vez mais sustentável não só pela estrutura do Museu do Douro, mas pela região, que hoje está consciente que é um projeto ao serviço do desenvolvimento”, disse Fernando Seara.
Este dirigente refere ainda que a filosofia de uma racionalização tem sido cumprida na íntegra. “Há aqui margem para algumas exposições que estavam programadas para uma altura e depois têm que ser feitas noutras, mas a linha mestra é que as ações do Museu do Douro são para executar na região. A sede perde a esse nível algum protagonismo, mas a região ganha-o e isso mobiliza as pessoas para o Museu”, apontou.
Considerada como uma estratégica importante é a transferência da exposição permanente do armazém 43 na Régua para o edifício sede. “Isso vai possibilitar todos os anos um investimento menor em exposições temporárias”, sublinhou.
O dirigente voltou a reforçar que “a menor despesa não implica menor qualidade, mas sim áreas menores de exposição mas com o mesmo rigor de investigação e o mesmo rigor de divulgação”, concluiu. Entretanto, os primeiros indícios deste ano apontam para uma subida do número de visitantes em relação a 2011, o mesmo acontecendo nas receitas.





