Sábado, 16 de Outubro de 2021

“Não há Páscoa sem folar”

A 22ª edição da Feira do Folar arrancaria esta sexta feira, mas devido à pandemia que assolou o mundo, o evento foi cancelado. Apesar disso, os produtores garantem que “não vai faltar folar na mesa das pessoas”.

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“Já tínhamos tudo preparado, não estávamos à espera disto”, revelou Rui Conde, produtor de folar, que participa na Feira do Folar de Valpaços desde a primeira edição e onde vende “centenas, talvez milhares” de folares, produto com selo IGP e um dos ex-líbris do concelho. 

O investimento foi feito e com o cancelamento do certame, Rui Conde está “apreensivo” com o que poderá acontecer, até porque é proprietário de uma padaria no centro da cidade valpacense que, apesar de continuar aberta, “está a trabalhar a meio gás”.

Não vai haver feira, mas isso não quer dizer que o folar vá faltar na mesa das pessoas na Páscoa.  A garantia é do produtor valpacense que já tem encomendas. “Tenho já algumas encomendas porque as pessoas estão habituadas a ter folar na mesa nesta época. Nós fazemo-lo chegar a quem quiser. Não vai faltar folar na Páscoa”.  

“VAMOS REGRESSAR MAIS FORTES” 

Em época Pascal, diz-se que todos os caminhos vão dar a Valpaços, considerada a capital do folar. Este ano a tradição foi interrompida o que, para a economia do concelho, representa “um prejuízo demasiado elevado”.

Por esta altura, cerca de 115 produtores estariam a preparar-se para expor no Pavilhão Multiusos o que de melhor a região tem para oferecer e Valpaços para receber uma centena de milhar, ou mais, de pessoas para aquele que já é considerado um dos maiores certames gastronómicos da região Norte. 

“A Feira do Folar é uma almofada económica para o resto do ano daqueles que participam nela e não só, para todos os setores do concelho. É muito dinheiro que deixa de entrar não só pelo negócio que gira em torno do que se faz no recinto, mas também pela cidade e pelo concelho”. 

Amílcar Almeida acredita que esta situação vai “tornarmos mais fortes” e que a próxima edição vai ser de maior enchente. “As pessoas que anseiam por comer folar, no próximo ano vão regressar em maior número. Vamos regressar mais fortes e eventualmente com um maior investimento de forma a chegarmos ao nível ou até a um patamar superior daquilo que temos vindo a fazer”, garantiu o autarca. 

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