Segunda-feira, 2 de Agosto de 2021

“Não se compreende esta falta de informação”

Termas de Chaves questionam “esquecimento” do Governo quanto à reabertura do Termalismo e demonstram preocupação pelos tratamentos não realizados. Para além do impacto negativo na saúde dos aquistas, o adiamento da reabertura do setor penaliza um dos principais “motores” da economia da Região de Trás-os-Montes.

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Com uma forte preocupação por ainda não haver data que preveja a abertura das estâncias termais portuguesas, as Termas de Chaves realçam também a surpresa pela situação uma vez que já antes da atual pandemia cumpriam regras de higiene e segurança muito rigorosas, em linha com os serviços de saúde, com alguns procedimentos entretanto reforçados, nomeadamente no acolhimento dos aquistas, que passarão a utilizar máscaras e a desinfetar mãos e calçado.

Encerradas desde meados de março, por tempo indeterminado, devido à propagação da COVID-19, as Termas são um setor estratégico para a economia nacional e em vários concelhos do país com foco no interior, regiões que veem, neste momento, os seus negócios afetados devido ao encerramento destas estâncias. Até ao momento, a única certeza que existe para o setor é que não irá retomar a atividade antes do dia 15 de junho, apesar de atualmente já serem permitidas massagens em centros de estética e ginásios.

Fátima Pinto, administradora das Termas de Chaves refere que “as Termas são um prestador de serviços de saúde, que cumprem habitualmente rigorosos planos de desinfeção e higienização, assim como planos de análises bacteriológicas e microbiológicas e inspeções periódicas e acompanhamento permanente da Delegação de Saúde”. Até ao momento, o Balneário Flaviense não realizou cerca de 2.500 tratamentos, pelo que “é com ansiedade que aguardamos informações da Direção Geral de Saúde sobre a data de reabertura para que possamos começar a aceitar marcações e assim seja possível organizarmos a retoma da atividade”.

A administradora daquela que é uma das principais termas do país refere que “não se compreende esta falta de informação, pois para além de dificultar os preparativos para a reabertura e atrasar o agendamento dos tratamentos por parte dos termalistas que, na maioria dos casos, necessitam também de reservar o respetivo alojamento, ignorou-se por completo o facto de que as Termas cumprem todos os requisitos de segurança e higiene que são exigidos a qualquer atividade prestadora de cuidados de saúde tutelada pela DGS”. De relembrar ainda que as Termas só podem "funcionar sob a direção clínica de um médico hidrologista, reconhecido pela Ordem dos Médicos" e grande parte dos tratamentos que realizam estão enquadrados no regime de comparticipação do Estado dos tratamentos prescritos nos cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Para a reabertura estão já a ser tomadas novas medidas como a marcação prévia obrigatória para todos os serviços, de forma a controlar o número de pessoas em simultâneo nas instalações, e a criação de um espaço limpo na entrada das Termas, onde será realizado um rastreio a todos os aquistas para detetar situações de risco como febre, tosse ou a possibilidade de ter estado em contacto com algum infetado. Em seguida, será realizada a higienização das mãos e do calçado e só depois deste processo, os termalistas poderão entrar no Balneário. Tal como acontece em todos os espaços fechados, o uso de máscara será obrigatório.

Durante o período de encerramento, as Termas de Chaves juntaram-se ao esforço de várias entidades da região e apoiaram instituições e profissionais de saúde que estiveram na linha da frente da pandemia com a cedência de material e produtos das Termas de Chaves. Desde a abertura do posto de despiste da COVID-19 criado na cidade, os enfermeiros do Balneário Flaviense estiveram a dar apoio na realização dos testes.

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