Terça-feira, 30 de Novembro de 2021

Nervir pede apoios para produtores de vinho

A Associação Empresarial Nervir pediu ao Governo que adote medidas para apoiar os produtores de vinho do Douro, defendendo o ‘lay-off’ sem parar de laborar, o apoio direto à tesouraria para pagamento de salários, antecipação imediata dos pagamentos dos subsídios resultantes dos investimentos efetuados e dos subsídios à exploração, assim como o aumento do apoio ao gasóleo agrícola. 

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A associação quer também a isenção de Taxa Social Única (TSU), do IRS e IRC na campanha 2020, para viticultores e empresas, e a aprovação imediata dos projetos VITIS em análise.

Outras medidas passam pelo apoio à destilação voluntária com um pacote financeiro para sustentar o preço do vinho a granel, de forma a não degradar os preços no mercado, e ainda pediu a “produção de bloqueio” para o generoso, que consiste em fazer vinho que não pode ser vendido por seis anos, para que o benefício não baixe drasticamente.

Segundo a Nervir, estas medidas poderiam ajudar os produtores a enfrentar a crise que se adivinha, uma vez que aquelas que foram apresentadas “apenas adiam os problemas e compromissos”. Na região prevê-se “uma descida, talvez drástica, entre os 40 a 50% do benefício” e ainda “uma descida do preço das uvas para o generoso agravado pelo aumento do preço da aguardente devido ao aumento generalizado do preço do álcool”.

“Esta situação significa que os produtores não vão receber dinheiro suficiente para granjear o próximo ano agrícola”, sublinhou em comunicado, a Nervir, acrescentando que a região do Douro é responsável “por 46% das exportações de vinho português”.

Por último, a associação empresarial apela ao Governo para que “tenha em conta estas preocupações e reivindicações”. “Somos um dos melhores e maiores embaixadores de Portugal, somos um garante da paisagem Património Mundial da UNESCO e um dos maiores exportadores nacionais. Somos, por fim, um dos setores vitais para a retoma económica e social de Portugal”.

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