“No aproveitar está o ganho”

O Vila Real deslocou-se ao terreno do último classificado e averbou uma derrota, fruto de alguns erros defensivos que acabaram com as aspirações alvi-negras de trazer um resultado positivo da Lixa. Luís Pimentel teve que operar algumas alterações de última hora, onde Peixoto fez dupla no centro da defesa com Zé Monteiro.

-PUB-

Luís Carlos foi de novo testado no lado esquerdo da defesa, onde se cotou como um dos melhores em campo da turma vila-realense. Os transmontanos entraram a dominar o centro nevrálgico do terreno, com boa circulação de bola entre os sectores, mas foram os homens da casa os primeiros a criar perigo junto da baliza de Vieira. Numa jogada rápida de contra-ataque, há um cruzamento para a área e Tamsir, já na pequena área, remata forte, mas a bola sai a rasar o travessão. Era um Lixa à espreita do erro do adversário para se adiantar no marcador. E, aos 13 minutos, surge o primeiro golo do encontro. Leirós dá um pequeno toque no adversário que cai dentro da área e o árbitro, muito perto do lance, aponta a marca de castigo máximo. Chamado à conversão o capitão Mesquita não desperdiçou esta soberana oportunidade para colocar a sua equipa em vantagem.

Os vila-realenses acusaram um pouco o golo sofrido e não conseguiam organizar o seu jogo, como o fizeram nos primeiros minutos. Já o Lixa aproveitava para lançar venenosos contra-ataques e assim, criar muito perigo para as hostes alvi-negras. Valeu a fraca pontaria dos avançados caseiros.

A partir dos 25 minutos, o Vila Real recomeçou a dominar de novo, mas o Lixa, com maior ou menor dificuldade, ia conseguindo manter a vantagem. Aos 40’, surge a melhor ocasião para os forasteiros. Moura, na cara do guarda-redes, atira para boa intervenção de Rui que alivia pela linha de fundo. ‘Quem não marca, arrisca-se a sofrer’, mais uma vez a velha máxima aplicou-se neste jogo. Num livre, a bola é colocada ao 1.º poste, onde aparece Miguel Ângelo, muito oportuno, a cabecear para o fundo das redes. Estávamos em cima dos 45 minutos e segundos depois, o árbitro apita para o descanso.

Na 2.ª parte o Vila Real continuou à procura do golo que lhe daria outro ânimo para enfrentar o desafio. Esteve muito perto de o conseguir, mas Moura com tudo para fazer o golo, atira por cima da trave. Aos 59’, o Lixa vai marcar, de novo, num lance de bola parada. A bola é levantada para o coração da área, onde aparece Faria, livre de marcação, a cabecear para a baliza e bater Vieira pela terceira vez. A perder por três bolas sem resposta, os transmontanos mantiveram a mesma atitude e continuaram à procura de golos. Moura vai reduzir a desvantagem aos 69’. André Lisboa faz o centro para o primeiro poste, Moura antecipa-se a toda a defensiva e faz o primeiro golo para a sua equipa. Volvidos dois minutos, grande oportunidade para Nuno Meia, mas o guarda-redes Rui fez a defesa da tarde e negou o golo ao médio criativo. Já perto do final da partida, Bessa é derrubado no interior da área e o árbitro aponta a marca de grande penalidade que Nuno Meia converteu, num remate forte e colocado, sem hipótese para Rui. Quando o Vila Real procurava o empate e já em período de descontos, Zé Monteiro vai ‘perder a cabeça’ e fica revoltado com o árbitro que lhe mostra o cartão vermelho directo, por supostas palavras que o capitão lhe terá dirigido. Final de jogo com cenas lamentáveis, onde o árbitro, vindo de Braga, foi incapaz de colocar a serenidade, que lhe competia.

Foi uma estreia feliz do técnico António Oliveira que conseguiu que a sua equipa alcançasse a primeira vitória neste campeonato e assim, terá dado o pontapé na crise. Já o Vila Real terá de se culpar a si próprio, uma vez que demonstrou ter mais do que argumentos para vencer o Lixa, mas cometeu erros que deitaram tudo a perder.

 

 

Luís Pimentel, treinador do Vila Real

“O resultado não traduz o que se passou em campo”

O técnico alvi-negro ficou insatisfeito com o resultado, mas realçou a boa atitude e exibição da sua equipa, num resultado que acabou por ser imerecido.

“Sofremos três golos de bola parada, mas acabamos por fazer um bom jogo, com atitude, qualidade e postura. Hoje, o Lixa teve a sorte, que porventura não tem tido em outros jogos. Cometemos dois erros crassos que nos custaram outros tantos golos. Continuamos a acreditar e tivemos várias ocasiões para marcar. Na 2.ª parte, o Moura teve uma oportunidade flagrante para reduzir, mas acabamos por sofrer o terceiro golo, num outro lance de bola parada. Mesmo assim, continuamos a circular bem a bola e a jogar pelas laterais, conseguimos marcar dois golos, mas não foram suficientes para anular a desvantagem. A perder por três a zero, a vinte minutos do fim, não é fácil dar a resposta que a equipa deu. Tivemos uma boa capacidade de reacção e continuamos a acreditar que era possível. Foi pena não alcançarmos pelo menos o empate. Temos que ser mais eficazes. Ficou demonstrado que somos melhores que o adversário, que praticamente não saiu do seu meio campo, durante toda a 2.ª parte. O resultado não traduz o que se passou em campo”.

Na próxima jornada o Vila Real folga, por desqualificação do Maia. Assim, o jogo seguinte será de novo fora de portas, em Oliveira do Douro, onde o técnico alvi-negro promete jogar para “conquistar os pontos perdidos”.

 

 

António Oliveira, treinador do Lixa

“Foi uma vitória muito importante para a equipa”

O técnico estava radiante com a sua estreia vitoriosa à frente da equipa do Lixa, num triunfo fundamental para o futuro da equipa.

“Foi muito importante vencer este jogo. Não fizemos o jogo que pretendíamos, mas o principal era mesmo vencer. Controlamos bem a nível defensivo, não dando espaço ao adversário para chegar com perigo junto da nossa área. Durante a semana trabalhamos os lances de bola parada e hoje conseguimos fazer três golos. Sabíamos que o Vila Real era muito forte com bons executantes, a nível individual, e que é uma equipa muito bem orientada. Ainda estamos longe daquilo que pretendemos. Temos muito caminho para percorrer, mas hoje foi fundamental, a nível psicológico, ganhar.

Encontrei um grupo de jovens ambiciosos aos quais se junta uma equipa técnica ainda mais ambiciosa com metas a atingir. Obviamente, o nosso objectivo passa pela manutenção, mas prometemos lutar, em cada jogo, pelos três pontos”.

 

 

FICHA TÉCNICA

Jogo disputado no Estádio da Sra. do Amparo, na Lixa.

Árbitro: José Carlos Silva

Auxiliares: Vítor Ferreira e Armindo Duarte

LIXA – Rui, Faria, Raul, Henrique, Miguel Ângelo (Paiva, 85’), Antero (Hélio, 76’), Tamsir (Fabien, 66’), Domingos, Cristiano, Wivisson, Mesquita.

Suplentes não utilizados: Pimenta, Daniel, Samuel e Cenoura.

Treinador: António Oliveira

VILA REAL – Vieira, Filipe, Zé Monteiro, Peixoto, Luís Carlos, Moura, Leirós (André Lisboa, 64’), Ernesto, Pedro, Nuno Meia e Bessa.

Suplentes não utilizados: Gamito, Conceição e Caniggia.

Treinador: Luís Pimentel

Cartões Amarelos: Leirós (13’), Miguel Ângelo (45’), Henrique (50’), Cristiano (62’), Fabien (75’), Hélio (83’), Mesquita (87’), André Lisboa (90’), Bessa (92’).

Cartão Vermelho: Zé Monteiro (93’)

Ao intervalo: 2 – 0

Marcadores – Mesquita (13’), Miguel Ângelo (45’), Faria (59’), Moura (69’), Nuno Meia (87’).

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, não paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

MAIS ARTIGOS

VÍDEOS

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS