Sexta-feira, 1 de Julho de 2022

“No aproveitar está o ganho”

O Vila Real deslocou-se ao terreno do último classificado e averbou uma derrota, fruto de alguns erros defensivos que acabaram com as aspirações alvi-negras de trazer um resultado positivo da Lixa. Luís Pimentel teve que operar algumas alterações de última hora, onde Peixoto fez dupla no centro da defesa com Zé Monteiro.

Luís Carlos foi de novo testado no lado esquerdo da defesa, onde se cotou como um dos melhores em campo da turma vila-realense. Os transmontanos entraram a dominar o centro nevrálgico do terreno, com boa circulação de bola entre os sectores, mas foram os homens da casa os primeiros a criar perigo junto da baliza de Vieira. Numa jogada rápida de contra-ataque, há um cruzamento para a área e Tamsir, já na pequena área, remata forte, mas a bola sai a rasar o travessão. Era um Lixa à espreita do erro do adversário para se adiantar no marcador. E, aos 13 minutos, surge o primeiro golo do encontro. Leirós dá um pequeno toque no adversário que cai dentro da área e o árbitro, muito perto do lance, aponta a marca de castigo máximo. Chamado à conversão o capitão Mesquita não desperdiçou esta soberana oportunidade para colocar a sua equipa em vantagem.

Os vila-realenses acusaram um pouco o golo sofrido e não conseguiam organizar o seu jogo, como o fizeram nos primeiros minutos. Já o Lixa aproveitava para lançar venenosos contra-ataques e assim, criar muito perigo para as hostes alvi-negras. Valeu a fraca pontaria dos avançados caseiros.

A partir dos 25 minutos, o Vila Real recomeçou a dominar de novo, mas o Lixa, com maior ou menor dificuldade, ia conseguindo manter a vantagem. Aos 40’, surge a melhor ocasião para os forasteiros. Moura, na cara do guarda-redes, atira para boa intervenção de Rui que alivia pela linha de fundo. ‘Quem não marca, arrisca-se a sofrer’, mais uma vez a velha máxima aplicou-se neste jogo. Num livre, a bola é colocada ao 1.º poste, onde aparece Miguel Ângelo, muito oportuno, a cabecear para o fundo das redes. Estávamos em cima dos 45 minutos e segundos depois, o árbitro apita para o descanso.

Na 2.ª parte o Vila Real continuou à procura do golo que lhe daria outro ânimo para enfrentar o desafio. Esteve muito perto de o conseguir, mas Moura com tudo para fazer o golo, atira por cima da trave. Aos 59’, o Lixa vai marcar, de novo, num lance de bola parada. A bola é levantada para o coração da área, onde aparece Faria, livre de marcação, a cabecear para a baliza e bater Vieira pela terceira vez. A perder por três bolas sem resposta, os transmontanos mantiveram a mesma atitude e continuaram à procura de golos. Moura vai reduzir a desvantagem aos 69’. André Lisboa faz o centro para o primeiro poste, Moura antecipa-se a toda a defensiva e faz o primeiro golo para a sua equipa. Volvidos dois minutos, grande oportunidade para Nuno Meia, mas o guarda-redes Rui fez a defesa da tarde e negou o golo ao médio criativo. Já perto do final da partida, Bessa é derrubado no interior da área e o árbitro aponta a marca de grande penalidade que Nuno Meia converteu, num remate forte e colocado, sem hipótese para Rui. Quando o Vila Real procurava o empate e já em período de descontos, Zé Monteiro vai ‘perder a cabeça’ e fica revoltado com o árbitro que lhe mostra o cartão vermelho directo, por supostas palavras que o capitão lhe terá dirigido. Final de jogo com cenas lamentáveis, onde o árbitro, vindo de Braga, foi incapaz de colocar a serenidade, que lhe competia.

Foi uma estreia feliz do técnico António Oliveira que conseguiu que a sua equipa alcançasse a primeira vitória neste campeonato e assim, terá dado o pontapé na crise. Já o Vila Real terá de se culpar a si próprio, uma vez que demonstrou ter mais do que argumentos para vencer o Lixa, mas cometeu erros que deitaram tudo a perder.

 

 

Luís Pimentel, treinador do Vila Real

“O resultado não traduz o que se passou em campo”

O técnico alvi-negro ficou insatisfeito com o resultado, mas realçou a boa atitude e exibição da sua equipa, num resultado que acabou por ser imerecido.

“Sofremos três golos de bola parada, mas acabamos por fazer um bom jogo, com atitude, qualidade e postura. Hoje, o Lixa teve a sorte, que porventura não tem tido em outros jogos. Cometemos dois erros crassos que nos custaram outros tantos golos. Continuamos a acreditar e tivemos várias ocasiões para marcar. Na 2.ª parte, o Moura teve uma oportunidade flagrante para reduzir, mas acabamos por sofrer o terceiro golo, num outro lance de bola parada. Mesmo assim, continuamos a circular bem a bola e a jogar pelas laterais, conseguimos marcar dois golos, mas não foram suficientes para anular a desvantagem. A perder por três a zero, a vinte minutos do fim, não é fácil dar a resposta que a equipa deu. Tivemos uma boa capacidade de reacção e continuamos a acreditar que era possível. Foi pena não alcançarmos pelo menos o empate. Temos que ser mais eficazes. Ficou demonstrado que somos melhores que o adversário, que praticamente não saiu do seu meio campo, durante toda a 2.ª parte. O resultado não traduz o que se passou em campo”.

Na próxima jornada o Vila Real folga, por desqualificação do Maia. Assim, o jogo seguinte será de novo fora de portas, em Oliveira do Douro, onde o técnico alvi-negro promete jogar para “conquistar os pontos perdidos”.

 

 

António Oliveira, treinador do Lixa

“Foi uma vitória muito importante para a equipa”

O técnico estava radiante com a sua estreia vitoriosa à frente da equipa do Lixa, num triunfo fundamental para o futuro da equipa.

“Foi muito importante vencer este jogo. Não fizemos o jogo que pretendíamos, mas o principal era mesmo vencer. Controlamos bem a nível defensivo, não dando espaço ao adversário para chegar com perigo junto da nossa área. Durante a semana trabalhamos os lances de bola parada e hoje conseguimos fazer três golos. Sabíamos que o Vila Real era muito forte com bons executantes, a nível individual, e que é uma equipa muito bem orientada. Ainda estamos longe daquilo que pretendemos. Temos muito caminho para percorrer, mas hoje foi fundamental, a nível psicológico, ganhar.

Encontrei um grupo de jovens ambiciosos aos quais se junta uma equipa técnica ainda mais ambiciosa com metas a atingir. Obviamente, o nosso objectivo passa pela manutenção, mas prometemos lutar, em cada jogo, pelos três pontos”.

 

 

FICHA TÉCNICA

Jogo disputado no Estádio da Sra. do Amparo, na Lixa.

Árbitro: José Carlos Silva

Auxiliares: Vítor Ferreira e Armindo Duarte

LIXA – Rui, Faria, Raul, Henrique, Miguel Ângelo (Paiva, 85’), Antero (Hélio, 76’), Tamsir (Fabien, 66’), Domingos, Cristiano, Wivisson, Mesquita.

Suplentes não utilizados: Pimenta, Daniel, Samuel e Cenoura.

Treinador: António Oliveira

VILA REAL – Vieira, Filipe, Zé Monteiro, Peixoto, Luís Carlos, Moura, Leirós (André Lisboa, 64’), Ernesto, Pedro, Nuno Meia e Bessa.

Suplentes não utilizados: Gamito, Conceição e Caniggia.

Treinador: Luís Pimentel

Cartões Amarelos: Leirós (13’), Miguel Ângelo (45’), Henrique (50’), Cristiano (62’), Fabien (75’), Hélio (83’), Mesquita (87’), André Lisboa (90’), Bessa (92’).

Cartão Vermelho: Zé Monteiro (93’)

Ao intervalo: 2 – 0

Marcadores – Mesquita (13’), Miguel Ângelo (45’), Faria (59’), Moura (69’), Nuno Meia (87’).

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