Terça-feira, 6 de Dezembro de 2022
No menu items!
0,00 EUR

Nenhum produto no carrinho.

Nova Direcção prevê “ousados desafios”, para o próximo quadriénio

O comportamento individualista dos empresários, o défice de novas empresas e a insuficiente preparação técnica e tecnológica dos jovens são alguns dos inúmeros desafios a que os novos Órgãos Sociais da Nervir querem fazer face, no próximo quadriénio (2007/2011). A tomada de posse dos novos elementos da Associação Empresarial foi antecedida pela organização de uma […]

PUB

O comportamento individualista dos empresários, o défice de novas empresas e a insuficiente preparação técnica e tecnológica dos jovens são alguns dos inúmeros desafios a que os novos Órgãos Sociais da Nervir querem fazer face, no próximo quadriénio (2007/2011). A tomada de posse dos novos elementos da Associação Empresarial foi antecedida pela organização de uma conferência que abordou a nova directiva comunitária sobre Mercados Vitivinícolas.

“Os Corpos Sociais agora empossados têm pela frente muitos e ousados desafios”, sublinhou Manuel Coutinho, reeleito Presidente da Direcção da Nervir, no dia 20, altura em que tomaram posse os novos órgãos daquela Associação Empresarial.

O primeiro dos desafios diz respeito ao “minifúndio da Agricultura que nunca ultrapassou os níveis da sobrevivência, cada vez mais ameaçada pela inevitável internacionalização dos mercados agrícolas”.

O “comportamento individualista” dos empresários, na Indústria, Comércio e Serviços, e, ainda, da organização associativa foram outras das problemáticas que Manuel Coutinho ressalvou ser necessário combater, em mais uma etapa da Associação Empresarial vila-realense.

“A estrutura empresarial organizada na base da pequena e muito pequena empresa, o défice de novas empresas, a insuficiente preparação técnica e tecnológica dos jovens, o crescente envelhecimento da população, a saída dos mais qualificados para outras paragens de Portugal e da Europa e a imperativa necessidade da sustentabilidade das organizações e estruturas, privadas e públicas são outros dos problemas que não podem deixar de ser tidos em conta, como ponto de partida de um programa de acção de uma Associação Empresarial”, revelou o dirigente associativo.

Apesar de sublinhar que “têm sido dados passos que auguram melhores resultados e mais profícua e eficaz intervenção”, o recém-empossado Presidente lembrou as últimas estatísticas nacionais que indicam que “Portugal perdeu, nos últimos dois anos, 48.500 pequenas empresas” sendo que “a média de criação de novas empresas, na Europa Comunitária, é de 4,8 por cento” enquanto que, no nosso país, essa percentagem é de apenas 1,4 por cento.

“Por outro lado, Portugal perdeu, nos últimos quatro anos, 21.000 trabalhadores independentes, normalmente fonte de criação de empresas”, lamentou Manuel Coutinho que, apesar do cenário menos encorajador, garantiu que a Nervir vai continuar a caminhada “na sua qualidade de agente de desenvolvimento empresarial e regional”.

“Sabemos para onde queremos ir. Conhecemos o caminho que nos conduzirá ao destino. Precisamos de mobilizar parceiros, para a caminhada a realizar”, concluiu o mesmo responsável

A cerimónia de tomada de posse foi antecedida por uma conferência sobre “A nova directiva comunitária sobre os Mercados Vitivinícolas” que contou com a presença de Mesquita Montes e Jorge Monteiro, como oradores.

Apesar de reconhecer que “a agenda da Presidência Portuguesa da União Europeia condiciona a agenda dos eventos nacionais”, Manuel Coutinho estranhou a ausência dos membros do Governo, nomeadamente do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, o qual se fez representar por António Martinho, Governador Civil de Vila Real.

“Portugal conta hoje com um crescimento económico que se perspectiva sustentável, até 2020. Contribuem para essa caminhada as boas associações empresariais e os bons empresários”, referiu António Martinho, considerando a Nervir como um exemplo a seguir.

 

Maria Meireles

PUB

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

COMENTAR FACEBOOK

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.