No dia em que 2008 foi lançado como Ano Nacional do Voluntariado nos Bombeiros, o Governo anunciou um investimento de cerca de 150 milhões de euros, o qual será direccionado, em parte, para a melhoria das instalações das corporações. Em Vila Real, os Comandantes acreditam que “desta é que será de vez”. Entretanto, o reconhecimento pelos “serviços distintos” dos Bombeiros vai sendo dado com a concessão de Medalhas de Ouro.
Realizou-se, nas diversas capitais de distrito, no dia 19, o lançamento do Ano Nacional do Voluntariado nos Bombeiros, sendo de destacar que, à semelhança do que aconteceu de Norte a Sul do país, as Associações de Bombeiros vila-realenses viram serem imposta, nos seus estandartes, a Medalha de Serviços Distintos Grau Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
No mesmo dia, exactamente no âmbito do Dia Nacional do Voluntariado, o Governo anunciou a intenção de investir mais 150 milhões de euros nos Bombeiros e Protecção Civil, um orçamento que terá como principal destino as áreas da formação, planeamento de riscos e, sobretudo, “o melhoramento das instalações”.
No distrito, a boa nova vem trazer “esperanças” às corporações dos vários Municípios, entre as quais, por exemplo, a Cruz Branca e a Cruz Verde de Vila Real que, há já alguns anos, se debatem com problemas, ao nível da limitação física dos seus quartéis.
“Há corpos de Bombeiros que precisam de instalações novas e de equipamentos e ainda há, também, a necessidade de uma modernização e actualização”, explicou Álvaro Ribeiro, Comandante da Cruz Branca de Vila Real, esclarecendo que “tem esperanças” de que possa encontrar-se, em breve, a solução para as dificuldades, ao nível das suas instalações. Uma solução que deverá passar pela construção de um novo quartel, cujo projecto já está esboçado e para o qual já existe um terreno, cedido pela autarquia.
“O espaço que ocupamos, actualmente, é exíguo. Por mais melhorias que possa haver, ele está esgotado, fisicamente”, referiu o mesmo responsável.
Já no que diz respeito à Cruz Verde, o Comandante Fernando Mota também é peremptório a considerar que “se não for desta vez, nunca mais serão resolvidos os problemas, ao nível das instalações. Precisamos de nos organizar, para usufruir destas verbas”, sublinhou o Comandante, adiantando que, ao contrário da outra corporação vila-realense, a Cruz Verde está empenhada em melhorar as actuais instalações, tendo em vista dar mais conforto aos seus bombeiros.
Segundo Fernando Mota, também aquela corporação tem já um terreno disponível. No entanto, “não reúne as condições operacionais necessárias”, uma vez que se situa demasiadamente próximo de duas escolas, o que pode complicar a acção dos bombeiros, nas alturas de maior movimentação do período escolar, nomeadamente nas horas de entrada e saída das crianças.
“No que concerne à Cruz Verde, a melhor solução será a ampliação das actuais instalações”, confirmou o Comandante.
Mas a problemática das instalações não bate apenas à porta dos Bombeiros da capital vila-realense. Um grande número de associações humanitárias têm que lidar com os mesmos problemas, como sublinhou, ao Nosso Jornal, Alfredo Almeida, Presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Vila Real.
Sem querer focar algum caso em especial, o dirigente enumerou, por exemplo, os bombeiros de Santa Marta que ainda não têm quartel ou as corporações de Alijó que precisam de melhores condições e de uma reestruturação.
“Ao promover a comemoração do Ano Nacional do Voluntariado nos Bombeiros, a LBP pretende conciliar os valores humanistas de que o voluntariado é depositário, com a modernidade que o desafia”, sublinhou Álvaro Guerreiro, Presidente do Conselho Jurisdicional da Liga.
O membro da LBP explicou que o “voluntariado nos Bombeiros está confrontado com o desafio de se reinventar, no modelo e na forma”, apesar de acreditar que “ele continua vivo e detém um grande potencial, para se desenvolver”.
Maria Meireles





