Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Novos símbolos gastronómicos para valorizar dois produtos de excelência

As pastelarias aceitaram o desafio de criar dois pastéis representativos do concelho, um doce e um salgado que, como não podia deixar de ser, deixam na boca o sabor fiel de dois produtos de excelência do concelho, a castanha e cogumelo

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Já estão disponíveis em seis pastelarias e em vários cafés de Vila Pouca o Doce de Aguiar e o Pastel de Aguiar, dois produtos de pastelarias cujo processo de criação culminou no dia 23, com a entrega de certificados aos produtores e o lançamento oficial das denominações.

Depois de seis meses a “cozinhar”, o processo de criação dos dois novos pastéis que pretendem representar a identidade do concelho aguiarense partiu da ideia de promover um novo ícone gastronómico e valorizar dois importantes produtos para a económica local, a castanha e os cogumelos.

“Pedimos as pastelarias para que fizessem propostas. Num trabalho conjunto, foram selecionados os pastéis”, recordou Duarte Marques, vereador da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar.

Depois de escolhida a receita, a autarquia lançou outro desafio, mas desta vez à população para que escolhesse o nome a dar aos dois bolos, um doce e um salgado. “Entendemos que era importante a participação da comunidade para que as pessoas se identificassem nos dois pastéis”, sublinhou o mesmo responsável.

Com o lançamento oficial do nome e a entrega dos certificados às pastelarias que produzem o Doce e o Pastel de Aguiar, os dois produtos já estão à venda, contando mesmo com uma embalagem especial para a sua comercialização.

“Está a vender-se bem”, testemunhou Lina Tão, gerente da pastelaria Carrica e esposa do pasteleiro que concebeu as duas receitas sublinhando mesmo que, graças a divulgação através das redes sociais, já há pessoas de fora a “perguntar pelos pastéis”, o que é importante para a “promoção da vila, da castanha e dos míscaros”.

A escolha dos dois produtos agrícolas como ingredientes principais na confeção do Doce e do Pastel de Aguiar prende-se com o facto daquele concelho estar na linha da frente nas duas fileiras. “A castanha e o cogumelo são produtos de excelência de Vila Pouca de Aguiar”, reforçou Duarte Marques lembrando que se “Trás-os-Montes representa mais de 80 por cento da produção nacional da castanha” um dos “três núcleos mais importantes” dessa produção (a zona da Padrela) abrange Vila Pouca.

Estima-se que, só nessa zona, que também envolve os concelhos de Chaves e Valpaços, o setor da castanha represente uma produção de mais de 10 mil toneladas e um volume de negócios “para cima de 30 milhões de euros”.

Quando se fala em cogumelos, os números são mais difíceis de contabilizar, uma vez que existe um mercado “não muito claro” ao nível da comercialização de cogu

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