Criado para fazer o acompanhamento da actividade profissional dos seus antigos alunos, o Observatório do Percurso Profissional já lançou um primeiro relatório que analisa o percurso dos licenciados, no período de 1998 a 2002. Os números são claros: cerca de 90 por cento dos alunos estão empregados e há cursos, como Economia, Trabalho Social e Engenharias Electrotécnica e Mecânica que contam com uma taxa de empregabilidade de 100 por cento.
90 por cento dos cerca de quatro mil estudantes licenciados pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), entre 1998 e 2002, estão empregados, avançou o Observatório do Percurso Profissional (OPP) da universidade transmontana, num estudo apresentado, ontem, no âmbito do Fórum “Empreendedorismo, inovação e competitividade na Região Norte”.
Segundo o estudo, “as áreas das ciências e tecnologias e das ciências empresariais apresentam valores de empregabilidade superiores a 97 por cento. Por outro lado, mais de 72 por cento dos empregados encontram–se no primeiro ou segundo emprego, o que é um indicador de estabilidade”.
“Este relatório revela que existe uma relação estreita entre as funções desempenhadas no emprego com as competências adquiridas no curso”, sublinha, ainda o estudo do OPP.
Armando Mascarenhas Ferreira, Reitor da UTAD, justifica o sucesso dos números com o esforço da universidade em “acompanhar a evolução do mercado de trabalho”.
“Estes dados indicam que estamos no bom caminho”, revelou o mesmo responsável, sublinhando que, ao longo da sua existência, a UTAD tentou sempre “adaptar-se” à realidade do mundo laboral, quer através da criação de novos cursos, em áreas de maior apetência do mercado, quer através da suspensão ou, mesmo, encerramento de algumas licenciaturas.
“Somos inovadores”, sublinhou Mascarenhas Ferreira, recordando algumas apostas dos últimos anos, como a criação dos Cursos de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas, Reabilitação Psicomotora ou de Engenharia de Energias, e adiantando que esse espírito é incutido “desde o início, aos seus estudantes”.
“O ambiente académico é extraordinário, a acessibilidade aos docentes é total e a envolvência dos estudantes em projectos de investigação e empreendorismo acontece desde os primeiros passos que dão na Universidade”, explicou o Reitor como a receita para que, hoje, a UTAD possa orgulhar-se de ter ex- -alunos a assumir posições de relevo em empresas nacionais e internacionais, bem como empresários de sucesso e profissionais de reconhecido valor, nas mais diversas áreas, desde as Ciências, ao Desporto.
O Observatório aponta ainda os cursos de Economia, Trabalho Social e as Engenharias Electrotécnica e Mecânica como os de maior sucesso, no mercado de trabalho, registando uma taxa de empregabilidade de 100 por cento. A estes, seguem- -se a licenciatura em Educação Física e Desporto, com uma taxa de 99 por cento, o ensino da Matemática (96 por cento) e a Medicina Veterinária (95 por cento).
Com as percentagens mais baixas, aparecem os cursos via ensino, como Português e Alemão (68 por cento), Inglês e Alemão (82 por cento), Educação de Infância (83 por cento) ou Engenharia Agrícola (85 por cento).
O Estudo confirma que a maior parte dos licenciados da UTAD são oriundos da Região Norte, com predominância para Vila Real, Porto e Braga, sendo que 18 por cento ficou a trabalhar na capital de distrito transmontana e apenas dois por cento dos licenciados se deslocaram para o estrangeiro.
Apresentado no âmbito do Fórum “Empreendedorismo, inovação e competitividade na Região Norte”, para além de traçar o perfil do ex-aluno da UTAD, o relatório explica que os dados confirmam “a necessidade de implementação de projectos com escala e dimensão adequadas que surtam efeitos, ao nível da competitividade, ao abrigo das novas políticas de revitalização económica, no quadro do Programa Operacional Regional, de forma a fomentar a criação de negócios inovadores que articulem capacidades empresariais com o conhecimento científico e tecnológico. Esta estratégia deve envolver parcerias entre as empresas, autarquias, instituições de Ensino Superior e centros de investigação, que se traduzam na dinamização da coesão territorial e, de forma sustentada, reduza as disparidades dos níveis de desenvolvimento, entre as regiões”.
Maria Meireles





