O homem, segundo Leonardo Boff, não possui o centro em si mesmo, mas fora dele, numa transcendência. É esta transcendência que imprime autenticidade à vivência do Advento, pois a vida é a viagem do efémero para o Eterno, do relativo para o Absoluto, em abalos constantes, porque imprevisíveis os altos e os baixos da nossa fluência temporal.
Consciente dessa viagem, João Augusto da Fonseca Guerra apresenta-nos neste Advento um florilégio de poemas em CAMINHOS DE LUZ, volume de noventa e cinco páginas, em quatro capítulos, cujos títulos são: “Até ao Fim”, “Domingo”, “Percursos” e “Nunca Mais”. Neles, o espaço e o tempo entrelaçados para tecerem símbolos e imagens, metáforas e referências, moldam o “eu” e o “tu”, o “nós” e o “vós” numa dinâmica de envolvimento catártico gerador de sonhos em que a esperança e a luz, binómio indissociável, dominam implícita ou explicitamente a mensagem que o receptor bebe até à embriaguês. Problemas incontáveis despedaçaram e continuam a despedaçar a bela partitura do mundo e, em vez da sinfonia a que têm
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