Este evento foi especialmente direcionado para aqueles que trabalham nas áreas das crianças e jovens.
As várias comunicações apresentadas, fundamentaram-se no tema: “Promoção e Proteção das Crianças e Jovens em Portugal e nos diversos países no mundo”, abordando o trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais em Portugal e no estrangeiro, nos diversos contextos dos serviços/departamentos governamentais ou no âmbito do setor social privado.
A sessão de abertura da ordem de trabalhos esteve a cargo da assistente social Irene Ferreira, dinamizadora do evento e de Joaquim Paulo, presidente da AIDSS.
De destacar que foi comum em todas as apresentações, a sintonia sentida, tendo por base a citação de Carl G. Jung “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.
“A viagem pelos conhecimentos, experiências e boas práticas” foi iniciada por Andreia Batista, assistente social na IMANI, Moçambique, com o tema “A Liderança pelo Serviço como Fator de Mudança Social”, com apelo pelo respeito pelas lideranças naturais e foco em programas sustentáveis, com autonomia.
De seguida Carina Amaral, assistente social /pedagoga social, em Düen Aschenna, Alemanha, focou a sua comunicação referindo o necessário investimento na Educação/Formação Profissional, como motor de prevenção do insucesso escolar e promoção de Inserção/Inclusão dos jovens no mercado de trabalho, valorizando a pessoa e o profissional.
Rute Borges, assistente social, na Bee Cool Project, do Centro de Prevenção de Toxicodependentes, Macau, desenvolveu o tema: “A Adição e os Jovens: O Papel do Assistente Social na Prevenção, em Macau”. Apresentou estruturas/programas de intervenção na área dos comportamentos aditivos e dependências, focando a sua intervenção no aconselhamento a jovens e famílias, com o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e parentais. Essa ação fundamenta-se no lema: “Join our Campaign! Leave Drugs out of the game!”.
Conceição Melo, assistente social no Municipio de Drammen Kommune, Noruega, compartilhou a sua exposição: “A Prestação das Crianças e Jovens no Município de Drammen Kommune, Noruega”, sob o lema “construir pontes”, tendo a criança como foco de atenção, integrando e conciliando criança e família de origem ou de acolhimento, na sua perspetiva sistémica, em terapia familiar e mediação familiar.
Mónica Pinto, assistente social na Isle of Sheppeey, Kent, Reino Unido, destacou a sua exposição no tema “Qual o Modelo de Intervenção Social Anglo-Saxónico na Promoção e Proteção de Crianças e Jovens: Uma Experiência no Reino Unido”, com foco na criança, nos seus desejos e sentimentos, acompanhamento aos pais, numa abordagem sistémica e holística.
Na reta final, contamos com a exposição de Micaela Marques, presidente da CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, São João da Madeira, Portugal, com o tema: “Quem são os Responsáveis por Garantir o Superior Interesse das Crianças e Jovens em Portugal?”. A sua comunicação valorizou a necessidade de melhor comunicação e mudança e iniciou citando o provérbio africano “Para Educar uma criança é necessária uma aldeia inteira”, apelando ao supremo interesse da criança e referindo ações de desenvolvimento, promoção dos direitos e de prevenção de situações de perigo para crianças e jovens. A sua comunicação reforçou desígnios de “intervir para transformar”, reforçando o papel do/a assistente social enquanto ativista da comunidade.
O evento foi moderado por Carmem Gonçalves, assistente social na Associação “Meninos do Mundo” e o relato final esteve a cargo de Paula Pinto, assistente social na ETR- CRI de Viseu.
Em nota de conclusão, enaltecemos a potencialidade deste webinar, de âmbito alargado, que possibilitou a conexão ao nível mundial de tão ilustres participantes, assistentes sociais de reconhecida competência em Portugal e no mundo.
De forma não presencial, mas com igual proximidade de objetivos e metas, foram partilhados conhecimentos, experiências e boas práticas, valorizando-se a reflexão critica, a escuta ativa, com base no mote “se quer reconstruir o mundo, comece por mudar a si mesmo e as pessoas à sua volta”.
Nesta abordagem sistémica como Assistentes Sociais, procuramos o respeito e o supremo interesse das crianças e jovens, agregando as diversas sinergias na família e na comunidade em geral, para a mobilização de todas as oportunidades para a sua proteção, dignificação e autonomização, onde todos sejam cidadãos ativos num futuro melhor.





