Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

O Douro está a “fervilhar”

Em pleno coração duriense, o primeiro-ministro defendeu que houve “uma transformação muito grande” na região nos últimos anos, que trouxe “uma certa sensação que as coisas se podem projetar no futuro com outra confiança e com outro otimismo”

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Corroborando a ideia de que a região “está na moda”, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho defendeu, no dia 23, em Alijó, a necessidade de “aproveitar as boas condições atuais para enraizar as razões que conduzem a que o Douro seja hoje tão procurado e mais valorizado do que era antigamente”.

O chefe do Governo, que no fim de semana passou pelos concelhos de Sabrosa e Alijó para inaugurar os dois quartéis de bombeiros locais, visitou a Quinta do Bomfim que, localizada no Pinhão e propriedade da família Symington, conta agora com dois novos espaços, nomeadamente uma nova adega e um centro de enoturismo. O projeto exigiu um investimento na ordem dos 2,9 milhões de euros e permitiu a criação de mais nove postos de trabalho diretos, todos eles preenchidos por pessoas da região.

“Não há dúvida que precisamos de quem tenha capacidade de gestão e investimento, precisamos dos viticultores, precisamos de quem está em Gaia, de quem está no Douro, de quem está em Portugal. Precisamos de todos a remar para o mesmo lado, da mesma maneira que o rio corre para a Foz do Douro”, frisou Pedro Passos Coelho enaltecendo em especial os investimentos realizados pelos Symington.

Manifestando o desejo de ver replicadas iniciativas privadas desta dimensão noutras regiões, Passos Coelho considera que a economia do país deve entrar numa terceira fase. “A primeira foi vencer a emergência, a segunda foi dar sentido à normalidade, a terceira terá de ser captar aqueles que têm melhores condições, mais capacidade de gestão, para nos poderem conduzir a um futuro com maior prosperidade”, defendeu.

Paul Symington, porta-voz do grupo Symington Family Estates, testemunhou que o Douro está a afirmar-se cada vez mais a nível mundial pelos seus vinhos, no entanto, advertiu o Governo sobre a necessidade de operar algumas mudanças no quadro regulamentar da região. “É um quadro que já data dos anos 30. Está desadequado com a realidade, prejudicando produtores e operadores do setor”, explicou.

Carlos Magalhães, presidente da Câmara Municipal de Alijó, elogiou também o investimento dos Symington, classificando a sua intervenção em termos de infraestruturas como “um hino à preservação do território”, com um “perfeito enquadramento na paisagem”.

O autarca sublinhou também a importância dos novos investimentos para a economia local e nacional, não só através dos seus negócios mas também com a criação de vários postos de trabalho.

A Symington Family Estates é o principal produtor de vinho do Porto, com uma quota de mercado de 33 por cento, e emprega atualmente 531 pessoas, das quais 217 são do Douro, território onde gastam cerca de quatro milhões de euros por ano. Além da produção própria nos seus 1.000 hectares de vinha, nos seus vinhos o grupo utiliza ainda uvas adquiridas a 1.800 lavradores da região.

 

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