Vila Real“O ideal é que, um dia, todos os cidadãos saibam reanimar”

“O ideal é que, um dia, todos os cidadãos saibam reanimar”

A ideia é defendida pelo Conselho Português de Ressuscitação que tem em curso um projeto que prevê a formação de mais cinco mil pessoas em suporte básico de vida. O “Salvar Vidas” ensina os cidadãos como participarem nos “elos um e dois da cadeia de sobrevivência”, algo tão simples como “saber chamar ajuda e fazer compressões e ventilações em caso de paragem cardiorrespiratória”.

No dia quatro e cinco, o projeto “Salvar Vidas” trouxe ao distrito de Vila Real, nomeadamente à capital de distrito e a Chaves, quatro “mass training” em Suporte Básico de Vida, que formaram quase 500 pessoas.

Saber prestar socorro “é um dever de cidadania”, defendeu Anabela Moreira, gestora do projeto dinamizado pelo Conselho Português de Ressuscitação (CPR) que, desde novembro do ano passado, está a percorrer o país.

Depois de ter passado pelas cidades do Porto, Matosinhos e Coimbra, o “Salvar Vidas” passou também pelo distrito transmontano, onde centenas de pessoas aprenderam os sete passos essenciais na atuação perante uma situação de uma paragem cardiorrespiratória.

Segundo CPR, “a cultura de emergência médica, nomeadamente ao nível do suporte básico de vida, é incipiente, existindo uma ideia generalizada de que as práticas de emergência médica respeitam apenas à classe médica e paramédica, estando o cidadão comum excluído das mesmas”.

Sentindo a necessidade de “massificação do ensino do suporte básico de vida”, a organização lançou assim o projeto que tem como objetivo a realização de aulas públicas onde podem participar dezenas de pessoas e onde são ensinados os passos necessários para socorrer alguém em paragem cardiorrespiratória.

“Os elos um e dois da cadeia de sobrevivência são tão simples como saber chamar ajuda e saber fazer compressões e ventilações”, explicou a coordenadora do “Salvar Vidas”, defendendo que a formação nessa área deveria ser “obrigatória nas escolas”, tendo sido mesmo apresentada ao Governo uma proposta nesse sentido.

Depois da experiência das “mass training” realizadas em várias cidades, Anabela Moreira admite que “para a maior parte das pessoas” os procedimentos de reanimação “são uma novidade completa”.

Segundo a mesma responsável, outro aspeto importante do projeto passa pela divulgação da importância da formação. “A seguir a este tipo de ações costumamos ter muitas chamadas para saber como organizar sessões de formação”, explicou a representante do CPR, adiantando que existem muitas organizações habilitadas para o fazer, como por exemplo a Cruz Vermelha Portuguesa e o Instituto Nacional de Emergência Médica.

O Conselho Português de Ressuscitação recorda que “a morte súbita de causa cardíaca é frequente em Portugal e acontece nos locais e nos momentos mais inesperados”.

Nota-se isso. Procuram-nos. A seguir a este tipo de ações costumamos ter muitas chamadas no Conselho Nacional de Ressuscitação para saber como fazer formação em reanimação.

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