IgrejaO Papa e muita gente

O Papa e muita gente

Estamos em Janeiro, ainda com um cheirinho a Natal, pelo que não me parece a despropósito recordar duas frases que o Papa Bento XVI proferiu, na sua última mensagem natalícia, perante centenas de milhar de peregrinos vindos de todo o mundo. Perante o estado desagradável em que encontra este mundo, a vários títulos, o Papa, […]

Estamos em Janeiro, ainda com um cheirinho a Natal, pelo que não me parece a despropósito recordar duas frases que o Papa Bento XVI proferiu, na sua última mensagem natalícia, perante centenas de milhar de peregrinos vindos de todo o mundo. Perante o estado desagradável em que encontra este mundo, a vários títulos, o Papa, com voz comovente, mas firme e veemente, fez um extraordinário apelo a favor da “paz e da concórdia”, entre os povos e as nações. EM concreto, lembrou “as vítimas de sangrentos conflitos armados, do terrorismo e da vivência de todo o tipo que infligem inauditos sofrimentos a povos inteiros e, em particular, aos estratos mais vulneráveis: as crianças, mulheres e idosos”. Também se referiu às “tenções étnicas, religiosas e políticas, à instabilidade, às contraposições, injustiças e discriminações que dilaceram o tecido interno de muitos países e afectam as relações internacionais”.

Ora, nas últimas dezenas de anos, vários têm sido os Chefes de Estado e de Religiões que têm visitado os Santos Padres, com objectivos bem definidos, sobretudo sobre a paz, o desenvolvimento dos povos e a aproximação das Religiões.

Ora, estas visitas podiam ser apelidadas de “vindas da montanha” a Maomé”. Com este mundo invertido, não viria a propósito lembrarmo-nos de “idas de Maomé às Montanhas”?!… Imagino que o Vaticano tem os seus programas e diplomacia. Peço muita desculpa de passar para o papel o Pensamento que ocupa, há muito, a minha pobre mente… Mas recordo-me: “O Senhor mandou-os dois a dois à Sua frente, acrescentando: “Ide e ensinai”! Recordo-me da parábola do filho pródigo, em que “O Pai foi ao meu encontro, beijou–o e ofereceu-lhe um banquete”, bem como as palavras do Senhor: “O Bom Pastor deixa, no redil, as ovelhas certas e vai ao encontro da que ainda não entrou no redil”. O Papa João Paulo II, lembrou inspiradamente: “O Homem é o caminho da Igreja”!

Quero dizer com isto o seguinte: quando nasceu Jesus, houve uma grande alegria; uma revoada de anjos anunciou ao mundo o nascimento do Salvador, e vieram os pastores e os reis magos, que adoraram o Menino e Lhe ofereceram os seus presentes. “Glória a Deus… e Paz aos Homens”! Mais perdão: se Pedro e Paulo vivessem estes tempos na Terra, não iriam à montanha, com os doze, leva a Paz que o Senhor lhes deu tantas vezes e mandou que se dessem??? Isto não seria um Novo Natal se o Santo Padre e mais doze dos Seus Apóstolos, entre cardeais, arcebispos e bispos, acompanhados de teólogos peritos, partissem do Vaticano (Santa Sé), como “Revoada de novos Anjos e Mensageiros”, anunciando e levando a Paz aos países onde graçam os problemas que o Santo Padre evocou na Sua Mensagem?! Mas, durante uma semana, a título pastoral, encontrando-se, primeiro com os estratos mais vulneráveis: crianças, mulheres e idosos”, como o disse o Santo Padre, Visitariam os Hospitais, as Reclusões e outros locais mais marginalizados. Depois, seriam encontros com os Chefes de Estado e de Religiões para que uns e outros se ajudassem mutuamente na conquista duma Paz duradoura, melhor, eterna como Eterno é o Jesus Salvador!

Então, os cristãos/católicos exultariam de alegria, e os Povos exclamariam: “O Senhor visitou o Seu Povo”, no Jesus, o Salvador; no Emanuel, Deus Eterno!

 

NOTA: Por afazeres inadiáveis, serei menos assíduo na colaboração deste ilustre e benemérito semanário, até à próxima Páscoa, que, todas as semanas, nos traz um Natal!!! Obrigado, Continuação de Bom Ano.

-PUB-


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