O vendedor de computadores

O que faz um primeiro-ministro, em plena cimeira Ibero-Americana, colocar-se numa posição de uma espécie de promotor comercial de uma empresa? Parece-me crível que a tomada de posição de José Sócrates, ao propagandear o computador Magalhães, não foi ingénua. Ele sabia que os partidos da oposição, com Louçã à cabeça (Manuela Ferreira Leite manteve um […]

O que faz um primeiro-ministro, em plena cimeira Ibero-Americana, colocar-se numa posição de uma espécie de promotor comercial de uma empresa? Parece-me crível que a tomada de posição de José Sócrates, ao propagandear o computador Magalhães, não foi ingénua. Ele sabia que os partidos da oposição, com Louçã à cabeça (Manuela Ferreira Leite manteve um acostumado e – desta vez – sapiente silêncio) não deixariam passar esta sua excentricidade. E é precisamente este alarido que o primeiro-ministro, neste momento, mais precisa. Num momento em que os bancos portugueses (e europeus) estão à beira de um ataque de nervos, em que os professores se preparam para mais uma mega-manifestação, em que o fantasma do desemprego assoma

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