Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Observatório da Biodiversidade já abriu

Equipamento nasceu num edifício que antigamente era utilizado pelas minas de volfrâmio e permite “ver in loco” a riqueza ambiental da região. Autarquia está a preparar novas candidaturas a fundos europeus para projetos na área do ambiente

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Cinco anos depois do início da sua instalação, entrou finalmente em funcionamento, no dia 3, o Observatório da Biodiversidade, um espaço localizado em Quintã, freguesia da Campeã, dedicado à divulgação do património natural do concelho e à sensibilização ambiental.

“Foi um processo complexo, tivemos que o agarrar numa fase muito difícil, mas sempre dissemos que o que estava a ser bem feito tínhamos que aprofundar”, explicou Rui Santos, presidente da Câmara Municipal no dia em que o centro interpretativo recebeu os seus primeiros visitantes.

O projeto implicou a recuperação de um edifício onde se localizavam as bombas de água que eram utilizadas pelo complexo mineiro de extração de volfrâmio para transformação em ferro, o Complexo Vicominas, que há vários anos está desativado.

Orçado em 111 mil euros, o Observatório conta com um espaço de cerca de quatro hectares onde está o edifício principal, um abrigo (para fotógrafos da natureza) e uma lagoa. Os visitantes poderão observar ali, por exemplo, as Dróseras, plantas carnívoras que se pensavam extintas do vale da Campeã, ou a Mirmica, a “famosa” formiga envolvida no ciclo de vida da emblemática Borboleta Azul.

“Este é um espaço de investigação e conhecimento, obviamente que neste aspeto o principal parceiro é a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, mas também de divulgação e sensibilização, estando aberto para que diversos públicos possam conhecer in loco habitats que são referenciados na Rede Natura 2000”, explicou o autarca sublinhando ainda “o grande potencial lúdico” de “uma área que é maravilhosa” e que deve “ser preservada por todos”.

O Observatório surgiu no âmbito do Programa de Preservação da Biodiversidade, que, no total, envolveu um orçamento de 1,7 milhões de euros, e contou com um cofinanciamento do Programa Operacional Regional do Norte (ON 2 – O Novo Norte-QREN).

Rui Santos adiantou que, apesar do Programa em causa ter chegado ao seu fim, a autarquia quer continuar a afirmar o município como “destino da biodiversidade”, por isso estão a ser idealizados nos projetos que serão alvo de candidaturas ao novo quadro comunitário de apoio.

Sem querer avançar muito nas ideias que estão a ser trabalhadas, o mesmo responsável político apenas adiantou que está a ser equacionada a possibilidade de vir a ser criado um observatório de estrelas no Alvão e deixou a garantia que este “tipo de projetos vão continuar a proliferar em Vila Real, sempre em parceria com a UTAD e a Quercus”

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