Depois dos problemas com o aparecimento de uma microalga verde que afetava as embarcações (hélices) e acabou por desaparecer nos últimos dias, uma nova preocupação surge entre os vários operadores fluviais do Douro, cuja atividade se desenrola em pequenos troços entre o Pinhão e Foz Tua.
Um dos empresários ligados ao turismo fluvial, que pediu anonimato, falou ao Nosso Jornal sobre a situação. “Às vezes navegamos e somos bruscamente confrontados com descidas do nível do rio em um ou mesmo dois metros sem sermos avisados. O canal de navegação é já por si estreito e isso agora complica-nos ainda mais vida”.
O mesmo operador refere que alguns pequenos barcos de turismo “têm dificuldades em passar já a foz do Tua”, devido às obras na barragem. “Eles precisam de fazer trabalhos perto da foz do Tua e então a barragem da Valeira baixa o caudal”, atirou.
Conforme tivemos oportunidade de apurar junto de outros barqueiros e aceitando que a seca vigente tem efeito no caudal do rio, o nível do rio apresenta-se às vezes com níveis muito inferiores, por isso os pequenos rabelos, veleiros e iates já não se aventuram a ir para as proximidades do Tua, pois “temem o pior”.
Outra queixa deixada ao Nosso Jornal tem a ver com o excesso de velocidade no rio de alguns barcos de cruzeiro e de recreio que provocam fortes ondulações que põem em causa a própria estabilidade de outras embarcações. “A Polícia Marítima e o IPTM deveriam ter atenção a isto!”, reclamou.
Outro operador, residente na zona do Pinhão, teceu também críticas à falta de limpeza das margens e das zonas junto às barragens (a montante), cujo lixo vem depois parar às margens.




