Vila RealOrçamento aprovado, sem consenso negativo da bancada socialista

Orçamento aprovado, sem consenso negativo da bancada socialista

“A saúde financeira da Câmara está bem e recomenda-se”, a certeza foi deixada por Manuel Martins, no fim da Assembleia Municipal, onde foram aprovadas as contas vila-realenses de 2007. O edil congratulou-se pelo documento ter merecido o apoio de quatro Juntas socialistas. Já Rui Santos que falou pela bancada rosa voltou a acusar a autarquia, […]

“A saúde financeira da Câmara está bem e recomenda-se”, a certeza foi deixada por Manuel Martins, no fim da Assembleia Municipal, onde foram aprovadas as contas vila-realenses de 2007. O edil congratulou-se pelo documento ter merecido o apoio de quatro Juntas socialistas. Já Rui Santos que falou pela bancada rosa voltou a acusar a autarquia, por “empolar” as contas do Município, e Manuel Martins, por estar “irritado com tudo e todos”.

Com 36 votos a favor, entre os quais os de quatro Presidentes de Junta de Freguesia socialistas, foi aprovado, no dia 28, em reunião da Assembleia Municipal de Vila Real, o Relatório e as Contas de 2007, com a Câmara Municipal a evidenciar “um resultado positivo”, de quase 430 mil euros.

Os documentos contaram com os votos a favor da bancada do Partido Social Democrata (PSD), mais os de quatro Presidentes de Juntas socialistas e de um independente, abstendo-se, apenas, o Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição. Contra o relatório, manifestaram-se 12 deputados do Partido Socialista (PS) e o único representante da Coligação Democrática Unitária, na Assembleia.

Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal, considerou que o resultado da votação “diz tudo”.

“Quando a oposição se fragmenta, uns a votar contra e outros a juntar-se a nós, quer dizer que temos, de facto, razão”, considerou o autarca.

Em comunicado, a autarquia explicou que o “bom resultado é fruto do rigor e da boa gestão dos activos municipais”.

“Os resultados de 2007 superaram as previsões iniciais, cumprindo a Câmara Municipal, com grande margem, todos os limites impostos pela Lei das Finanças Locais e pela Lei do Orçamento de Estado”, garante o documento.

Mas, mais uma vez, os socialistas alegam que foi apresentado um orçamento “empolado”. Rui Santos, deputado do PS, lamenta, mesmo, que Manuel Martins, “quando realiza obra”, recolhe os méritos só para si, não reconhecendo, sequer, “o valor dos seus vereadores que vai despedindo, de vez em quando” e que, por outro lado, “quando não o consegue fazer, deita a culpa aos outros, ao Governo, aos técnicos da Câmara, à Direcção Regional de Educação e, até mesmo, a São Pedro, por não controlar o tempo”.

“Não há nada de novo, é tudo velho, com roupa nova”, acusa Rui Santos, citando uma frase do próprio autarca vila-realense, na Assembleia, quando este falava em relação ao Quadro de Referência Estratégica Nacional que, aliás, segundo Manuel Martins, “em 2008, assim como em 2007, caminha para nada. E este Orçamento Municipal foi feito no pressuposto de que havia esse instrumento de financiamento”, sublinhou, então, o edil.

“O Presidente da Câmara anda irritado por tudo e com todos. Com a oposição, porque levanta questões e diz verdades inconvenientes, com o Tribunal de Contas, porque dá razão à oposição, quando confirma que as receitas colocadas nos orçamentos camarários são sempre empoladas e nunca realizadas, e com os cidadãos, em geral, porque, através dos seus partidos, questionam para quando a realização de projectos como a deslocação da Feira do Levante, a criação do espaço verde de Nossa Senhora Conceição, a construção do Parque Escolar e do Parque Desportivo. Para quando o tratamento igual para as Juntas de Freguesia dos diferentes partidos…enfim, para quando a verdade e o bom uso dos dinheiros públicos, em Vila Real?”.

Manuel Martins repudia as acusações e lembra que “só desta forma” rigorosa e eficaz é possível “executar os investimentos em equipamentos e infra-estruturas” ainda necessários ao concelho e “dar sustentabilidade” aos benefícios que atribui às crianças, aos idosos, às famílias numerosas e às empresas, além de “manter uma programação de qualidade, no Teatro Municipal de Vila Real, no Conservatório de Música, na Biblioteca, nos Museus, etc.”, e “garantir que os preços dos transportes urbanos não aumentem ao ritmo dos do combustível”.

A autarquia considera que só com essa “situação financeira sólida e saudável” pode encarar o futuro “com optimismo” e assumir, como prioridades, projectos como a construção de um Centro Escolar (junto aos campos de jogos da UTAD) e ampliação e modernização de várias escolas, a construção do Pavilhão Desportivo no Seixo, das novas Piscinas Cobertas, no Calvário, e de modernos Polivalentes Desportivos, a construção de uma Central de Transportes Interurbanos e a modernização do Aeródromo Municipal, entre outros.

 

Maria Meireles

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