Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Ordem defende a implementação do Enfermeiro de Família na região

Experiências piloto já estão no terreno, mas nenhum dos agrupamentos de centros de saúde escolhidos são da região de Trás-os-Montes

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 O presidente do conselho diretivo da secção regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros, Jorge Cadete, defendeu a implementação da figura do Enfermeiro de Família na região para minimizar os constrangimentos que as populações mais isoladas têm no acesso aos serviços de saúde.

Jorge Cadete acompanhou uma visita domiciliária de enfermeiros da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Vila Pouca de Aguiar à Ribeirinha, uma localidade de difícil acesso e que, como tantas outras, não oferece transportes para garantir as deslocações dos utentes.

Com o encerramento do centro de saúde local às 20h00, a situação ainda se torna mais grave, uma vez que, após essa hora, os utentes são obrigados a deslocações até Vila Real, um percurso que, eventualmente, poderá ser feito de ambulância na ida mas que não tem soluções de regresso a não ser de táxi, o que obriga ao dispêndio de 60 ou 70 euros.

O responsável da ordem acredita que a implementação da figura do Enfermeiro de Família poderá fazer a diferença caso se avance com o modelo funcional em que o profissional garante a possibilidade de acompanhamento e atendimento ao domicílio 24 horas por dia, 365 dias por ano. “Este enfermeiro vai ser quase um interlocutor dos problemas daquela família junto do Serviço Nacional de Saúde, vai fazer a referenciação às várias respostas que estes cidadãos possam necessitar”, sublinhou.

“Queremos que as famílias sejam devidamente acompanhadas, não só ao nível de doenças que possam ter mas, principalmente, ao nível da proteção da saúde e da prevenção da doença”, explicou ainda.

O Decreto-Lei que estabelece os princípios e o enquadramento da atividade do Enfermeiro de Família em Portugal, uma iniciativa promovida pela Ordem dos Enfermeiros junto do Ministério da Saúde, foi publicado em Diário da República no dia 5 de agosto do ano passado.

Entretanto o Governo já anunciou as unidades de saúde selecionadas para receber experiências-piloto, sendo que, dos seis Agrupamentos de Centros de Saúde escolhidos na Região Norte nenhum é de Trás-os-Montes.

De sublinhar que as experiências-piloto tiveram início em janeiro e vão decorrer durante dois anos.

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