Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Ordem defende melhor articulação entre cuidados hospitalares e primários

Defendendo atualmente o ideal de “continuidade de cuidados”, a Ordem dos Enfermeiros acredita que deve haver uma referenciação “mais eficaz e eficiente” para a rede de estabelecimentos que garantem os cuidados continuados. A criação da figura do “enfermeiro de família” poderá ser uma resposta para a garantia de um devido “acompanhamento de retaguarda” dos doentes.

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Na sequência de uma visita ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), realizada no dia 20, o presidente do Conselho Diretivo do Norte da Ordem dos Enfermeiros, Jorge Cadete, defendeu uma melhor articulação entre serviços ao nível do processo de referenciação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados.

“Surpreendeu-nos porque esperávamos que essa articulação fosse mais eficiente e mais eficaz”, explicou ao Nosso Jornal o mesmo responsável no balanço da visita institucional ao Serviço de Urgência de Vila Real.

Relativamente ao serviço em si, Jorge Cadete avança com um “balanço muito positivo” e com a constatação de que se trata de um espaço com “boas condições e organização funcional”, e onde são cumpridos os limites ao nível “dos tempos médios de espera dos doentes”. No entanto, no que diz respeito à ligação entre cuidados hospitalares e primários a nota não é tão positiva, “principalmente na referenciação para a Rede Nacional de Cuidados Continuados”.

“É necessário haver uma melhor informação”, aconselhou Jorge Cadete, lembrando que atualmente se fala cada vez mais “na continuidade de cuidados a partir do momento em que os doentes procuram os hospitais”. “Tem que haver uma retaguarda de acompanhamento desses doentes. Deve haver uma continuidade de cuidados que devem ser assegurados até ao nível do domicílio”, explicou o enfermeiro.

Para dar resposta a essa necessidade de acompanhamento, a Ordem defende a criação da figura do enfermeiro de família “para que essa proximidade de cuidados, ao nível das famílias, seja uma resposta que vá de encontro às necessidades e aos novos desafios que hoje se colocam na saúde”.

Segundo informações veiculadas pelo ministro da Saúde, a figura do Enfermeiro de Família deverá ser instituída em breve através da publicação de um diploma em Diário da República.

“É mais um modelo que vem trazer alguma orientação e organização sobre a forma como as respostas podem ser dadas, com mais qualidade”, sublinhou o presidente do Conselho Diretivo do Norte da Ordem, referindo ainda o facto do enfermeiro de família poder vir a ser um importante elo de ligação com outros profissionais da saúde.

Durante a visita, estiveram ‘em cima da mesa’ outros temas que preocupam a profissão e que são transversais às várias regiões do país, como por exemplo a emigração de profissionais, a falta de enfermeiros ou a reforma da rede das urgências e da rede hospitalar.

Depois de passar pelos vários distritos do Norte do país, a Ordem vai fazer um relatório final e lançar um conjunto de recomendações, contribuindo assim para a existência de serviços de melhor qualidade.

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