Quarta-feira, 10 de Agosto de 2022

Parque Natural do Alvão quer reconhecimento europeu

Empresas, associações e população em geral são chamados a participar na elaboração de um documento que visa o reconhecimento europeu da área protegida do Alvão como um território onde o turismo seja capaz de promover o desenvolvimento económico local sem pôr em causa os seus recursos e riquezas naturais. Processo, que vai envolver várias reuniões e fóruns, vai também ser dinamizado nos outros três parques da região Norte.

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A Associação Parques com Vida, no âmbito da operação “Rede de Comércio Sustentável nas Áreas Protegidas de Montanha do Norte de Portugal” e com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, deu início ao processo de renovação da Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) do Parque Natural do Alvão, que foi atribuída pela última vez em 2009.

A primeira reunião de trabalho, realizada no dia 14, na sede do Parque, em Vila Real, ditou o arranque de um projeto que vai envolver associações, empresas e organizações ligadas ao setor do turismo.

Sofia Alves, da empresa Ponto Natura, que está a prestar o serviço de elaboração das Cartas dos quatro parques da região Norte de Portugal, explicou que se trata de um “reconhecimento” atribuído pela Federação de Parques Naturais e Nacionais da Europa “aos territórios que trabalham em prol do desenvolvimento do seu turismo de uma forma sustentável”.

Relativamente ao Parque Natural do Alvão, que já mereceu esse reconhecimento em 2009, a CETS deverá estar concluída em fevereiro de 2015, altura em que será apresentada a candidatura à Federação Europeia.

Até lá um conjunto alargado de agentes envolvidos no setor do turismo, nomeadamente empresários da restauração e alojamento, empresárias ligadas ao turismo de natureza, associações culturais e organizações sem fins lucrativos ligadas ao ambiente vão envolver-se, de forma participativa, na elaboração do documento.

O objetivo é “definir uma estratégia a elaborar e implementar um plano de ação a cinco anos para conseguir desenvolver um turismo no território que seja sustentável”, adiantou Sofia Alves.

A mesma responsável lembrou que “o que se pretende é que nestes espaços, que têm um valor natural tão importante, a atividade turística”, importante para o desenvolvimento económico local, “contribua para a proteção e valorização dos seus recursos e não para a sua destruição”.

Além de várias reuniões de trabalho, o processo de criação da CETS, vai ainda envolver a realização de três fóruns, o primeiro dos quais, a realizar ainda este mês, para apresentação do processo de criação da CETS e da caracterização do Parque Natural sob ponto de vista turístico.

Numa segundo encontro, os intervenientes vão apontar fatores positivos e negativos e, numa terceira fase, elaborar “uma estratégia de atuações que poderão colmatar os pontos negativos e podem potenciar os pontos positivos do território”.

Até à data, este galardão foi atribuído a 119 territórios dispersos por 13 países europeus (Alemanha, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Lituânia, Letónia, Noruega e Portugal).

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