A primeira parte mostrou–nos duas equipas bem estruturadas, que cedo procuraram chegar aos golos. O Pedras Rubras foi a primeira equipa a criar perigo, com Biscoito a fazer um chapéu a Marcelo, que teve de se esticar para suster o remate do avançado local. Aos 6’, novamente o perigo a rondar a baliza alvinegra, desta vez uma perda infantil de bola à entrada da área, com Carlos Almeida a rematar e a bola a sair a rasar o poste. Marcelo estava totalmente batido. O Vila Real respondeu, com Azevedo a rematar à entrada da área, no entanto, a bola sai por cima do travessão. Aos 17’, de livre, Biscoito inaugura o marcador, Marcelo ainda tocou na bola, mas foi impotente para travar o remate forte do avançado local. Ao minuto 20, grande pontapé de Nuno Meia, com Humberto a brilhar, ao desviar o remate com a ponta dos dedos. Resposta muito rápida de Carlos Almeida, que passa por vários adversários e fica isolado frente a Marcelo, no entanto, o remate bate no poste. O jogo entrava numa fase bastante emotiva, com ocasiões nas duas balizas. Pouco depois da meia hora de jogo, novamente de livre, Biscoito atirou forte, mas a bola saiu a milímetros do poste. Aos 40’, uma excelente oportunidade para os transmontanos chegarem ao empate, com Luís Carlos a centrar tenso para a área, grande confusão com ressaltos de bola, Diogo rematou para a baliza e o guarda-redes Humberto fez uma defesa impossível. A melhor situação dos vila-realenses durante este primeiro tempo.
Para a segunda metade, os dois técnicos apostaram nos mesmos atletas que começaram a partida. A perder, o Vila Real entrou com maior velocidade e vontade de alterar o rumo dos acontecimentos. No entanto, com o terreno de jogo cada vez mais encharcado, a missão ficou mais difícil e os erros sucediam-se. Logo a abrir, mais uma falta de atenção do setor defensivo forasteiro, com Biscoito a ficar em boa posição, mas escorregou na hora do remate. Os visitantes tentavam empurrar o adversário para o seu terreno, mas o sintético também não ajudava, já que os comandados de Abel Ferreira gostam de jogar de pé para pé, mas neste campo era necessário ser mais prático e objetivo. Aos 72’, mais uma defesa incrível de Humberto, a travar o remate de Bessa, quando já parecia que desta vez não iria evitar o empate. Os transmontanos carregavam na procura da igualdade, no entanto, vão sofrer um rude revés, com Ernesto a ser provocado por Biscoito, numa altura em que o jogo estava parado, e o árbitro mostra o cartão amarelo aos dois, mas para Ernesto foi o segundo e assim acabou por ser expulso, quando a sua equipa dava tudo para chegar ao empate. Mesmo a jogar com dez, o Vila Real tudo fez para não perder e o recém-entrado Bruno teve uma boa ocasião, só que “S. Humberto” esteve intransponível e voltou a defender. Aos 80’, Biscoito vai colocar um ponto final no jogo, ao aproveitar bem um passe mal medido de Bessa para Fred, interceta a bola e frente a Marcelo não teve dificuldade em bisar na partida e estabelecer o resultado final. Até ao final, o Vila Real ainda tentou reagir, mas a motivação também já não era muita nesta fase. Num jogo equilibrado, Biscoito e Humberto foram as traves mestras que fizeram a diferença.
No domingo, o Vila Real tem mais uma difícil deslocação a Santa Maria de Oliveira, para defrontar a Oliveirense.
A reação do treinador
Abel Ferreira, treinador do Vila Real
“Espero que esta derrota sirva de lição”
O técnico vila-realense ficou conformado com a derrota e espera uma resposta positiva da sua equipa já no próximo jogo.
“Foi um jogo difícil, com um sintético em péssimo estado, que nos dificultou a nossa tarefa. Depois, com a chuva, a bola não circulava e tudo ficou ainda mais complicado. Cometemos um primeiro erro que deu golo ao Pedras Rubras. Tentamos ir à procura da igualdade, tivemos duas ou três situações, mas não conseguimos concretizar. Na segunda metade, com o mau tempo, houve partes do campo onde não se podia jogar de pé para pé, como gosta a minha equipa. Não posso esconder que sentimos grandes dificuldades para explanar o nosso futebol, mesmo assim tentamos tudo para chegar ao golo. Depois, já com menos um jogador, há um passe sem nexo do lateral para o central Fred, Biscoito aproveita para ficar isolado e sentenciar a partida. Nesta altura eu próprio já tinha sido expulso do banco, pelo fiscal de linha. Em conclusão, tivemos falta de eficácia, cometemos dois erros que nos saíram muito caros e o Pedras Rubras soube aproveitar bem. Teve também na baliza um grande guarda-redes, que fez três defesas de excelente nível, pois ele está lá para isso. Espero que esta derrota sirva de lição ao Vila Real, aos jogadores e a mim próprio. No domingo há mais, por isso temos de estar preparados para tudo. Vamos tentar ter uma prestação mais positiva do que a de hoje”.
Não foi possível ouvir a opinião do treinador vencedor, António Pedro, uma vez que se ausentou logo após o apito final do árbitro.
Ficha Técnica
Jogo disputado no Estádio Municipal de Pedras Rubras.
Árbitro: Luciano Maia (A.F. Braga).
Auxiliares: José Ribeiro e Fernando Cunha.
PEDRAS RUBRAS – Humberto, Tiago Moura (João Jesus, 89’), Samuel, Carlos Almeida (Oliveira, 65’), Ricardo Fonseca, Tó, Abílio, Fernando, Pedro Santos, Biscoito e Kisley (Alex, 81’).
Suplentes não utilizados: Bruno Pereira, Ricardo Freitas, Carlos Pereira e João Paulo.
Treinador: António Pedro.
VILA REAL – Marcelo Torres, Bessa (João Mário, 88’), Fred Coelho, Nuno Fredy (Abreu, 54’), Peixoto (Bruno, 57’), Ernesto, Schuster, André Azevedo, Nuno Meia.
Suplentes não utilizados: Ousmane, Beja, Castanha e Manuel.
Treinador: Abel Ferreira.
Ao intervalo: 1 – 0
Cartões amarelos: Pedro Santos (31’ e 79’), Ernesto (34’ e 72’), Meia (38’), Biscoito (72’)
Cartões vermelhos: Ernesto (72’, ac.) e Pedro Santos (79’, ac.)
Marcador: Biscoito (17’ e 80’).




