Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

Pedro Silva Pereira inaugurou Hospital de Cuidados Continuados

Hospital de Cuidados Continuados Governo quer reforçar parcerias com IPSS e administração local Concluída em Fevereiro de 2005 e em funcionamento desde o último mês de Janeiro, a Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Murça foi, finalmente, inaugurada, numa cerimónia presidida por Pedro Silva Pereira que sublinhou as metas nacionais de, até 2016, criar, na […]

Hospital de Cuidados Continuados

Governo quer reforçar parcerias com IPSS e administração local

Concluída em Fevereiro de 2005 e em funcionamento desde o último mês de Janeiro, a Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Murça foi, finalmente, inaugurada, numa cerimónia presidida por Pedro Silva Pereira que sublinhou as metas nacionais de, até 2016, criar, na Rede de Cuidados Continuados, mais 16 mil camas.

“Quero assegurar a determinação do Governo de manter e reforçar a aliança entre a Saúde o Apoio Social, bem como a parceria com Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) e a Administração Local”, sublinhou Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência que, no dia 18, inaugurou o Hospital da Misericórdia de Murça.

Inserido na Rede Nacional de Cuidados Integrados, a unidade de saúde representou um investimento de quatro milhões de euros, comparticipados em cerca de 500 mil euros pelo Programa Saúde 21, servindo, actualmente, 45 idosos e doentes dependentes, o que representa uma taxa de “ocupação de 90 por cento” – contabilizou o Ministro, salientando que “os dados vêm comprovar que este equipamento vem, de facto, preencher uma lacuna, na região”.

Pedro Silva Pereira salientou, ainda, que a unidade murcense de cuidados continuados integra-se “num novo ciclo de respostas das políticas de saúde e protecção social”, uma ligação cuja importância se devia ter “percebido mais cedo”. Esta rede representa, também, “o relançamento das parcerias”, entre o Estado e as instituições locais, como IPSS e autarquias que, segundo o responsável político, deverá ser mantida e reforçada.

Em funcionamento desde o início do ano, a unidade de cuidados de Murça deverá ser alvo de um balanço, no que diz respeito aos protocolos estabelecidos com os Ministérios da Saúde e Segurança Social, um procedimento que Belmiro Vilela, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Murça, espera que se traduza no aumento do apoio dado pelo Governo.

“Estávamos a ter entre 35 a 40 mil euros de prejuízo, por mês. Com a alteração na comparticipação dos medicamentos, reduzimos esse valor para 18 mil euros, no passado mês de Abril”, explicou o Provedor.

João Luís Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Murça, sublinhou como outro aspecto positivo, na criação da unidade hospitalar, o facto de a Misericórdia local ter dado preferência aos murcenses e aos candidatos dos Municípios vizinhos, na fase de contratação de pessoal, sendo de realçar que a Santa Casa já representa o maior empregador daquele concelho transmontano.

A unidade de internamento de Murça, criada no âmbito da criação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, faz parte de um projecto- -piloto que prevê que, até ao próximo ano, sejam ainda disponibilizadas mais 36 camas. nas Unidades de Convalescença do Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar (26 camas) e na Santa Casa da Misericórdia de Valpaços (10 camas).

“Garantir as melhores condições, assegurando respostas não só ao nível da alimentação e do bem-estar, mas, também, ao nível médico, da reabilitação e do conforto” dos utentes é o objectivo dessas novas unidades que têm, assim, um papel crucial, em Vila Real, tendo em conta que, segundo dados do Centro Distrital de Segurança Social, o “ritmo de crescimento da população idosa, no Distrito, tem-se verificado bastante acelerado. Entre 1981 e 2004, a população idosa que representava 11,7% da população total passou a assumir um peso de 20,3%”.

 

 

Maria Meireles

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