Quinta-feira, 30 de Junho de 2022

Percursos pedestres para promover freguesias rurais

Num total de 32 quilómetros de percursos, os circuitos pedestres de Vila Real querem desvendar à população vila-realense e “ao Mundo”, um pouco mais sobre as suas freguesias rurais. O Santuário de Panóias, as Minas de Vila Cova, os cruzeiros e pelourinhos, a exuberância e as particularidades e riquezas da flora são agora mais fáceis […]

Num total de 32 quilómetros de percursos, os circuitos pedestres de Vila Real querem desvendar à população vila-realense e “ao Mundo”, um pouco mais sobre as suas freguesias rurais. O Santuário de Panóias, as Minas de Vila Cova, os cruzeiros e pelourinhos, a exuberância e as particularidades e riquezas da flora são agora mais fáceis de conhecer, com a existência de mapas e placas de informação.

 

História e cultura, flora, geologia, etnografia e fauna são as áreas temáticas de cinco percursos pedestres que, lançados pela autarquia de Vila Real, no dia 20, estão já à disposição das populações e dos turistas.

“Queremos tirar as pessoas do perímetro urbano e levá-las até às freguesias rurais”, explicou Domingos Madeira Pinto, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, durante a apresentação de um conjunto de cinco percursos pedestres do concelho vila-realense, nomeadamente os Circuitos das Três Aldeias, de Constantim, do Carvalhal, do Mineiro e do Lobo.

Segundo o mesmo vereador, a criação dos cinco percursos pretende mostrar não só aos turistas, mas, também, aos cidadãos vila-realenses, “um mundo novo”, dentro das freguesias periurbanas.

“Através do calcorrear de percursos devidamente assinalados com placas de identificação queremos mostrar o que há de melhor, nas nossas freguesias”, explicou o mesmo responsável, adiantando que os roteiros que contaram com uma primeira edição de 5000 exemplares (2000 livros mais completos e 3000 panfletos) serão distribuídos não só nas sedes das Juntas de Freguesia, mas, também, em locais centrais das aldeias, como “cafés, centros culturais, e outros”, e, mesmo, junto de empresas e associações ligadas ao desporto, ao turismo ou ao lazer.

Contando com um investimento de 25 mil euros, comparticipados, em 65 por cento, pelo Programa Leader, através de uma candidatara dinamizada pela Associação Douro Histórico, este projecto de criação de percursos pedestres vem “cumprir um dos compromissos assumidos pela autarquia”, como recordou Manuel Martins, o Presidente do Município vila-realense.

“Queremos colocar no mapa as nossas potencialidades arqueológicas, naturais, gastronómicas e históricas e valorizar o nosso património”, explicou o edil, adiantando que, “no futuro”, o projecto poderá alargar-se a mais freguesias.

No dia da apresentação do projecto, a autarquia proporcionou uma visita a um dos percursos, mais exactamente ao circuito localizado na freguesia de Vila Cova. Dedicado ao património geológico, o circuito mineiro representa uma viagem de 12 quilómetros, pelas “estruturas e paisagens geológicas, como as minas e as cristas de quartzito”.

“No auge do seu funcionamento, cerca de 1200 pessoas trabalharam nas minas”, recordou António Meireles, Presidente da Junta de Freguesia de Vila Cova, explicando que aquela exploração mineira entrou em funcionamento, no início da década de 60, e, por “entre alto e baixos”, acabou por encerrar, definitivamente, nos anos 80, ficando votados ao abandono várias infra-estruturas, algumas das quais acabaram por ser recuperadas, no âmbito de projectos de Turismo Rural.

Segundo o roteiro do percurso, “é de realçar, também, já em Mascoselo, a presença de um azevinho, com cerca de 10 metros de altura, o qual se encontra, fabulosamente, bem conservado, no interior do povo antigo”.

O roteiro engloba, ainda, os circuitos das Três Aldeias (seis quilómetros, em São Tomé do Castelo), de Constantim (três quilómetros), do Carvalhal (cinco quilómetros, em São Miguel da Pena) e do Lobo (seis quilómetros, na Samardã).

No mesmo dia em que foram apresentados os percursos pedestres, a autarquia revelou a reedição do Roteiro Turístico de Vila Real que veio substituir o último documento do género, publicado em 1999, e que traz, como grande novidade, o facto de ser bilingue (português e inglês).

 

Maria Meireles

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