Anteontem, nas instalações do antigo Infantário do Cachão, decorreu uma Audição Pública sobre a Linha do Tua, com a presença do deputado do PCP Bruno Dias, que assumiu que a causa do vale do Tua “ainda não está perdida”.
Este deputado comunista fez questão de ouvir as pessoas no terreno para depois recolher a informação necessária. Junto das pessoas sublinhou que o “Tua não é um dossier terminado”, sendo necessário “acabar com o conformismo e com a resignação, exigindo que a região seja defendida nos seus legítimos interesses”.
O deputado não confinou à Linha do Tua apenas a vertente turística, mas sim uma perspectiva de multi-valências, com interesse histórico, paisagístico, cultural de desenvolvimento socioeconómico.
Na sua cruzada contra a destruição da via-férrea, o deputado recolheu informação e promoveu uma audição com diversas entidades, nomeadamente com os presidentes das câmaras municipais de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor, que já se deslocaram ao Parlamento para uma audição sobre esta matéria. “É da maior importância que o Relatório sobre esta Petição, que terei de apresentar ao Plenário da Assembleia da República, possa incluir o parecer e o testemunho de outras entidades e forças vivas da região. Mais do que trazer esclarecimentos ou propostas minhas às entidades ou aos cidadãos, o meu objectivo é de promover a participação, ouvir e registar os testemunhos, relatando de forma justa e rigorosa o que está em causa neste processo”, referiu.
A petição sobre a Linha do Tua já foi entregue, em Novembro, na Assembleia da República e deve ser discutida em breve. O objectivo passa por salvar a linha do Tua da barragem de Foz Tua, já aprovada, e que vai submergir os 16 quilómetros da ferrovia transmontana. Esta será a segunda petição que a Assembleia da República vai discutir sobre a linha do Tua, depois de, em Julho de 2009, ter apreciado uma iniciativa do Movimento Cívico pela Linha do Tua.




