Terça-feira, 6 de Dezembro de 2022
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Por causa de uma esquina, freguesia não tem serviço de autocarros

Os autocarros de transporte público nunca chegaram à freguesia de Covelinhas, no concelho de Peso da Régua. “A existência de uma esquina, em cimento, numa curva apertada, e o prejuízo causado pelo corte de uma oliveira e duas laranjeiras, num terreno de uma quinta” são, segundo o Presidente da Junta de Freguesia de Covelinhas, Joaquim […]

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Os autocarros de transporte público nunca chegaram à freguesia de Covelinhas, no concelho de Peso da Régua.

“A existência de uma esquina, em cimento, numa curva apertada, e o prejuízo causado pelo corte de uma oliveira e duas laranjeiras, num terreno de uma quinta” são, segundo o Presidente da Junta de Freguesia de Covelinhas, Joaquim Castela, a razão deste impasse que já dura há muitos anos.

“É uma situação que penaliza o povo. Em pleno Século XXI, Covelinhas deve ser a única freguesia do país que não tem estradas para transportes públicos!” – afirmou.

Não falta vontade a este órgão autárquico para criar condições de acessibilidade aos autocarros, mas o seu desejo esbarra em duas quintas, existentes no local. Uma é de Pôncio Monteiro, antigo director do F.C do Porto, e a outra (Murças, Lda.) é de uma sociedade. Em relação a esta última, depois de várias insistências da Junta de Freguesia, “foi “sugerido que avançasse com uma proposta, no valor de 10 mil euros, destinada à aquisição de uma parte de terreno necessário ao alargamento da estrada Covelinhas – Régua,”, espaço necessário que iria permitir condições de passagem aos autocarros públicos. Porém, esta proposta “nunca agradou” à Junta de Freguesia.

“É muito dinheiro e não o temos”, frisou Joaquim Castela, para acrescentar: “Era preciso haver boa vontade, por parte de ambos. Que mal faz o corte de uma pequena esquina e a cedência de uns poucos de metros, para construir um muro de suporte à estrada? Uma oliveira e duas laranjeiras serão grande prejuízo?” – interrogou.

“Ao menos, se nos autorizassem o corte da esquina, já nós nos remediávamos!”. Descontente com este impasse, Joaquim Castela vai reunir com o Presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, de modo a que a autarquia “possa intervir, junto das duas quintas, de modo a permitir o alargamento da estrada”.

Refira-se que, em Covelinhas, o único transporte público é o comboio, cuja estação cada vez menos o vê passar. Foi terra de barqueiros e carreiros. Hoje, a viticultura é a grande ocupação da população que não deverá chegar aos mil habitantes. Ao nível de acessibilidades, é dos casos mais problemáticos do concelho de Peso da Régua. Tem duas estradas de ligação à sede do concelho: uma distando cerca de trinta quilómetros, por Galafura, bastante íngreme e sinuosa (embora dela se possa desfrutar uma das melhores paisagens do Alto Douro Vinhateiro), outra a vinte quilómetros, talhada por encostas íngremes e de segurança duvidosa.

 

Jmcardoso

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