O panorama da situação de uma crescente parte das crianças, em Portugal, especialmente nos tempos mais recentes, tem sido tremendamente problemático. Vítimas de perigos incalculáveis e de realidades pouco abonatórias para quem as gera ou as cria, os últimos anos têm revelado incúrias sem fim por parte de quem delas cuida (ou deveria cuidar). Nos últimos anos, a guarda de menores por parte de pais separados, as situações de uma crescente violência doméstica, as competências de quem avalia o desenvolvimento da criança ainda antes de ela nascer, a desresponsabilização social causada pelo egoísmo e pela irresponsabilidade de quem as abandona à sua sorte, o desprezo pelas crianças refugiadas, a falta de meios das instituições que
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