Sábado, 6 de Junho de 2026
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Posto de Venda Nova encerra temporariamente

Sediados num edifício antigo, onde chove no Inverno, os nove militares da GNR disseram finalmente adeus ao posto de atendimento de Venda Nova. Ficam as garantias de que a situação é temporária, de que o patrulhamento diário será garantido permanentemente e de que não há planos de encerramento de outros postos no distrito.

No último dia do mês de Agosto, o posto da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Venda Nova, concelho de Montalegre, encerrou “temporariamente” devido à inexistência de condições físicas mínimas do edifício para o seu funcionamento, confirmou ao Nosso Jornal o comandante distrital, Tenente-Coronel João Oliveira.

“Efectivamente não tínhamos as mínimas condições para continuar a trabalhar. O edifício chegou ao seu limite, por isso tivemos que o encerrar”, explicou o mesmo responsável, sublinhando que se trata de um encerramento temporário, que se irá prolongar até que seja possível a requalificação da infra-estrutura.

Os nove militares que se encontravam no posto de Venda Nova foram assim transferidos para os postos territoriais de Boticas e Montalegre, no entanto, como garante o Tenente-Coronel João Oliveira, o policiamento naquela zona continuará a ser feito de “uma forma efectiva, permanente e diária”.

Para além de garantir o patrulhamento diário, cuja responsabilidade recai agora sobre os militares de Montalegre, na sequência do encerramento do posto a GNR, comprometeu-se ainda a deslocar, “todos os sábados de manhã, à sede da junta de freguesia local, uma patrulha para receber eventual expediente”. “As pessoas podem recorrer às vias de comunicação normais, ainda assim vamos estar presentes caso seja necessário, evitando que elas tenham que se deslocar a Montalegre”, explicou.

No que diz respeito à possibilidade de encerramento de outros postos, o comandante distrital é peremptório a garantir que isso não irá acontecer. “A reestruturação foi feita há uns anos, e foi bem feita”, sublinhou o mesmo responsável, revelando que não há intenção “absolutamente nenhuma” de fechar outros postos de atendimento mais pequenos existentes no distrito, como por exemplo o do Pinhão, Pedras Salgadas, Vidago ou Lebução. “A intenção é manter, até porque entendemos que deve haver, tanto quanto possível, uma proximidade entre a GNR e as pessoas”, defendeu João Oliveira, adiantando que a ideia é, se for possível e depois de analisar as necessidades locais, “reforçar estes postos com alguns meios”.


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