Domingo, 7 de Dezembro de 2025
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Praia de Vidago sem banhistas

Foi um dos mais bonitos “postais ilustrados” da vila de Vidago. Era muito concorrida no verão, com banhistas e turistas a usufruírem do espaço e das águas límpidas do Tâmega. A exploração de areia e outras agressões ambientais ditaram a sua certidão de óbito

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Ir a Vidago e não tomar um banho na sua praia fluvial era, nos anos 60 e 70, como ir a Roma e não ver o Papa. Hoje, o local não tem atratividade, está desordenado e entregue à sua sorte.

O bulício dos veraneantes, o verdejante e asseado local já não existe. Os banhos, os típicos barquinhos turísticos, os picnics e até o seu café/restaurante baptizado como “Praia de Vidago” encerraram portas.

Gradualmente, a partir do início dos anos 80, o local começou a ser alvo de ações que alteraram as suas características. A exploração das areias, os efluentes sem tratamento, o lixo, a falta de limpeza das margens e a ausência de projetos de investimento concorreram para o seu estado de degradação.

A nostalgia do passado é hoje, provavelmente, o visitante mais assíduo do local. Alguns antigos frequentadores do local contam que “até houve uma época em que a praia esteve na moda”.

A construção desenfreada e a exploração desordenada de inertes no seu leito, transformou um dos últimos trechos “românticos” do rio Tâmega numa autêntica extração de areias a céu aberto. Tal situação implicou a alteração do caudal do rio e da própria qualidade da água. Pouco a pouco, as pessoas foram partindo para outros destinos e assim praticamente “morreu” a praia de Vidago.

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