Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026
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Vila RealPresença digital dos meios de comunicação regionais ainda é muito "escassa"

Presença digital dos meios de comunicação regionais ainda é muito “escassa”

Um estudo sobre a utilização da internet pelos órgãos de comunicação social regionais e locais, dos distritos de Bragança, Vila Real e Viseu revela que a presença no digital ainda é limitada.

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Os investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), João Pedro Batista e Filipe Ribeiro, publicaram um artigo científico sobre a utilização da internet pelos órgãos de comunicação social regionais e locais em Portugal, nos distritos de Bragança, Vila Real e Viseu.

O estudo, intitulado “Ciberperiodismo en los medios locales: una proximidad lejana en un ciberespacio sin explotar”, foi publicado este mês na revista Estudios sobre el Mensaje Periodístico.

Para além dos dois investigadores da UTAD o estudo contou também com a participação de Miguel Midões, do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), e de Ricardo Domínguez-García, da Universidade de Sevilha.

O estudo baseou-se em todos os órgãos de comunicação social regionais dos distritos de Bragança, Vila Real e Viseu registados na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) com presença digital, com vista a “avaliar a sua presença e práticas jornalísticas online”.

Os resultados do estudo revelam que, a utilização da internet pelos meios de comunicação social locais e regionais destes distritos é “limitada e irregular”. Na maioria dos casos, as publicações são poucas, com pouca diversidade de temas e pouco uso de multimédia.

Dos órgãos de comunicação analisados, o estudo revela que em Vila Real, o jornal A Voz de Trás-os-Montes e a Universidade FM são os que fazem publicações online com maior regularidade. No distrito de Bragança são o Mensageiro de Bragança e a Rádio Brigantia. Em Viseu, destacam-se o Diário de Viseu, o Jornal do Centro e a Rádio Regional Centro.

Os resultados do estudo indicam que a presença no digital ainda é muito reduzida, o que indica uma distância entre o potencial tecnológico e as práticas jornalísticas.

Na maioria dos casos, os meios de comunicação regionais e locais estão focados na redação tradicional, em vez de se focarem na criação de ligações com o público do meio digital.

 

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