Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Prevenção contra incêndios chega às populações na hora da missa

Amanhã começa a Fase Bravo, a segunda de maior risco do Dispositivo de Combate aos Incêndios. Sensibilizar as populações para que participem altivamente na defesa da floresta foi o objetivo de várias ações que percorreram várias paróquias

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“Grande parte dos incêndios florestais começa devido a descuido ou negligência. Não contribua para estas estatísticas”. Esta foi uma das mensagens deixadas à população no final da missa do último domingo da paróquia de Vilarinho da Samardã, no concelho de Vila Real, pela Guarda Nacional Republicana (GNR), no âmbito do “Ignição Zero”, um programa que hoje completa um périplo de ações que utilizou também as igrejas como espaço de sensibilização.

“Estamos a transmitir informação às pessoas, a dar conselhos úteis numa altura em que se aproximam os incêndios florestais”, explicou António Sampaio, do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR de Vila Real.

Relativamente à escolha das igrejas para fazer passar a mensagem, o guarda explicou que as ações planeadas no âmbito dos programas “Ignição Zero” e “Floresta Protegida” decorreram em vários locais, como por exemplo escolas e juntas de freguesia, no entanto é no final da missa que se consegue um maior número de pessoas de “várias faixas etárias”.

Os cuidados a ter na utilização do fogo (que é permitida embora haja muitas condicionantes), a atenção para o índice de risco de incêndio (que todos os dias é elaborado pelo Instituto de Meteorologia), e a importância de manter a limpeza das matas, sobretudo no que diz respeito à manutenção de uma faixa de 50 metros à volta de habitações e de outras edificações, são alguns dos conselhos deixados à população.

“É muito importante alertar as pessoas para o perigo do fogo. A nossa terra antes era um encanto de pinheiros, mas todos os anos arde”, lamentou Maria da Glória Lagoa, residente em Vilarinho da Samardã, considerando a realização da ação de sensibilização na Igreja como “uma boa oportunidade”, uma vez que é “onde se junta mais pessoas”.

Carlos Pitrez, presidente da União das Freguesias de Adoufe e Vilarinho da Samardã, explicou que a intervenção da GNR no final da missa “chega mais facilmente as pessoas”, até porque “às vezes fazem-se as reuniões e quase ninguém aparece”.

António Sampaio explicou que além da sensibilização, “é fundamental” para a GNR estar próxima das populações, deixando a certeza de que “se houver dúvidas” eles estão no terreno “para ajudar” e que, mesmo depois do programa ser concluído, o objetivo é dar continuidade às iniciativas.

A operação “Ignição Zero”, que começou no início de abril e termina hoje, decorreu em todo o país e envolveu cerca de 2600 militares do SEPNA e do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro, que trabalharam junto das populações para “despertar consciências para a problemática dos incêndios florestais”. Localmente as ações contaram com a colaboração da Câmara, das juntas de freguesias, dos bombeiros e dos párocos.

De recordar que amanhã tem início a Fase Bravo, a segunda de maior risco do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais.

Desde o início do ano e no âmbito da vigilância da floresta, a GNR contabilizou 4.791 ocorrências de incêndio em Portugal, mais 3.724 que em igual período de 2014. Os dados da Guarda revelam ainda que já foram detidas 18 pessoas, mais 14 do que no ano passado, identificadas 278 (mais 206) e contabilizadas 248 contraordenações (mais 62).

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