Sábado, 16 de Outubro de 2021

Projecto CT – Comboios Transmontanos quer reactivar vias-férreas

É o último projecto de recuperação das vias-férreas do Sabor, Tua e Corgo que é conhecido. Foi elaborado por João Paulo Santos, um entusiasta dos caminhos-de-ferro, que a acredita que “será possível explorar comercialmente estas linhas”. Partindo deste princípio, elaborou um longo e pormenorizado estudo económico que defende a sustentabilidade do projecto, que teve por base um projecto similar levado a cabo em Espanha (FEVE).

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O conteúdo do extenso documento, explícito num site, defende a construção de dois ramais para ligarem a Linha do Corgo à Linha do Tua e a Linha do Tua à Linha do Sabor.

Em relação à questão da barragem da EDP e à consequente submersão de parte da Linha do Tua, o plano aponta apenas a utilização da Linha do Tua entre Abreiro e Bragança, ficando assegurada a ligação à Linha do Douro através da Linha do Corgo e da Linha do Sabor, com a construção dos ramais de Valpaços e Mogadouro. A construção destes ramais seria “da responsabilidade da EDP por contrapartida da construção da barragem e da desactivação da Linha do Tua  para além de Abreiro”, sustenta o projecto.

Na Linha do Corgo, o estudo propõe a eliminação do troço entre Sabroso e Loivos, construindo, em sua substituição, um troço mais rápido e directo entre Sabroso e Oura. Enquanto seria instalado um apeadeiro junto ao centro comercial de Vila Real e outro junto ao hospital de Chaves.

Na linha do Sabor seria “construída uma estação mais perto do centro de Miranda do Douro, prolongando a linha para além de Duas Igrejas”. Para a linha do Tua, o documento refere “que devem ser construídos apeadeiros junto de zonas com grande potencial para o turismo fluvial”.

A construção da Linha de Lamego, entre Régua e Lamego, a reactivação e modernização da Linha do Tâmega, entre Livração e Arco de Baúlhe, construção de um ramal entre Arco de Baúlhe e Vila Pouca de Aguiar, e o prolongamento da Linha do Tua até Puebla de Sanabria, com ligação à rede ferroviária Espanhola, entre Madrid e a Corunha, são outras medidas preconizadas neste grande projecto.

O custo total é estimado em 115 milhões de euros, sustentando que a EDP teria de suportar 45,5 milhões de euros, ficando os restantes 69,3 milhões de euros da responsabilidade da CT. De acordo com os mentores, para a concretização do projecto deveria ser criada uma empresa com capitais públicos e privados, denominada de CT – Comboios Transmontanos S.A. e os accionistas seriam os municípios abrangidos pelas linhas (Chaves, Vila Real, Carrazeda de Ansiães, Vila Pouca, Régua, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, Miranda do Douro, Santa Marta de Penaguião, Valpaços, Freixo de Espada a Cinta, e outros), a CP, Refer, Metro de Mirandela, outras entidades e pessoas que quisessem investir”.

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