Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021

Projecto de reabilitação “não pode cair em saco roto”

Laurentino Dias classificou como “um exemplo para o país” o trabalho desenvolvido pela escola Diogo Cão e pela sua Associação Cultural e Desportiva, mostrando-se satisfeito como o resultado da “simbiose perfeita” entre a educação e o desporto. Apesar de reconhecer o “óptimo” trabalho desenvolvido, o secretário de Estado não trouxe novidades sobre a recuperação do pavilhão desportivo e ‘chutou’ a responsabilidade para a pasta da educação

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Inserida nas comemorações dos 20 anos da Associação Cultural e Desportiva da Escola Diogo Cão, a visita do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, no dia 28, representou um reconhecimento sobre a actividade desenvolvida pelo clube, mas nada trouxe de novo relativamente ao projecto de requalificação do pavilhão, que nos últimos anos tem sido gerido pelo Agrupamento de Escolas.

José Maria Magalhães, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento, reforçou, ao Nosso Jornal, a necessidade de melhorar as condições do espaço por onde passam semanalmente muito mais de mil jovens. “Embora o pavilhão tenha sido cedido à escola, passando assim para tutela do Ministério da Educação, é evidente que o Instituto de Desporto de Portugal e a Secretaria de Estado do Desporto não podem alhear–se ao problema”, defendeu o mesmo responsável.

Apesar de lembrar que numa altura de crise o Governo tem que “ponderar muito bem o financiamento para a construção e requalificação de infra-estruturas, sejam elas quais forem, mas neste caso desportivas”, Laurentino Dias reconheceu que não se pode deixar de apoiar os projectos que realmente “merecem”, nomeadamente espaços “muito utilizados pelos jovens e onde de facto se faz desporto”.

O secretário de Estado reconheceu o Pavilhão da Diogo Cão como um desses casos merecedores, no entanto lavou as mãos de responsabilidades, sublinhando que “ não deve adiantar soluções numa área que está incluída num agrupamento de escolas e portanto faz parte de um projecto do Ministério da Educação”.

“Desde há muitos anos que este espaço serve os vila-realenses. Agora serve uma associação desportiva de grande actividade e uma escola com grandes tradições na área do desporto. Espero que na próxima oportunidade de investimento em recuperação de infra-estruturas da escola esteja incluído o que é pretendido para a requalificação deste espaço”, frisou Laurentino Dias, voltando a recordar que a questão não depende de si, “mas sim do Ministério da Educação e também da oportunidade de abertura de financiamento para tal”.

José Maria Magalhães recordou, ao Nosso Jornal, que existe um projecto de recuperação do Pavilhão, um projecto que voltou para gaveta aquando das medidas de contenção avançadas pelo Governo. “Há um projecto na Direcção Regional de Educação do Norte que espera agora por viabilidade financeira”, revelou o mesmo responsável, adiantando a esperança de que este “não caia em saco roto”.

O presidente do Conselho Executivo sublinhou que a escola já fez mais que a sua obrigação quando, no primeiro ano de gestão do pavilhão, injectou parte do orçamento previsto para as suas infra-estruturas na pintura, recuperação do telhado e reestruturação da rede eléctrica, entre outros, faltando garantir agora a “parte funcional”.

 

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