Mais uma vez a Câmara Municipal de Vila Real viu serem aprovados, no dia 22, com os votos contra dos deputados do Partido Socialista (PS) na Assembleia Municipal, o Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2009.
Segundo as contas apresentadas pela autarquia, o município deverá ‘consumir’ cerca de 48 milhões de euros, ou seja, mais 23 por cento que o orçamento de 2008, e prevê, por exemplo, o aumento de despesas correntes e das transferências para as freguesias, e projectos como o Régia Douro Parque (Parque de Ciência e Tecnologia), o Douro Alliance, a construção dos centros escolares, as obras, já em curso, de regeneração urbana, etc..
“Este é mais um orçamento inflacionado, no qual se inscrevem verbas que nunca são executadas”, defendeu Rui Santos, porta-voz da bancada rosa considerando que, mais uma vez, “fazem-se promessas que nunca são cumpridas”.
O socialista considera que o pouco que Vila Real conseguiu ao longo dos últimos 30 anos foi fruto da sua condição de capital de distrito. “Tudo o resto é atrasado ou nunca é feito”, explicou Rui Santos referindo-se a projectos que ainda não saíram da gaveta, como o Parque da Cidade em Tourinhas, a qualificação do Parque Florestal, como equipamento urbano, as instalações do aterro para inertes industriais não poluentes, a revisão do Plano Director Municipal, a criação do Plano de Pormenor de Mateus, o túnel que ligaria a zona das Boxes à Rotunda do Itinerário Principal 4, o teleférico, o aeródromo…”
Por sua vez, Manuel Martins lamentou que o PS continue a optar pela “política do bota-à-baixo” e que não tenha apresentado qualquer proposta concreta. “Eles não fazem parte da solução, mas sim do problema”, referiu o edil.
“É preciso perceber que, por vezes, os investimentos não são feitos como nos propomos a faze-los. As Câmaras Municipais têm que inflectir o seu rumo em função dos fundos comunitários”, considerou o autarca vila-realense, explicando que a autarquia foi aproveitando as “marés”, como aconteceu no sector cultural em que houve necessidade de aproveitar oportunidades que acabaram por representar o adiar de outros projectos.
Reconhecendo que a autarquia não é infalível, Manuel Martins lembrou algumas das obras que estão em curso, ou prestes a serem iniciadas, como os centros escolares, a requalificação da zona do Seixo com a criação o pavilhão desportivo e da central de camionagem (cuja obra tem início previsto para o dia cinco de Janeiro), a construção das rotundas, junto ao Museu dos Presuntos e à Ford, a criação do parque urbano da Nossa Senhora da Conceição e o alargamento do Cemitério de Santa Iria (previsto para breve).
As Grandes Opções do Plano e o Orçamento prevêem ainda outros investimentos inseridos em projectos mais globais, como é o caso da Douro Alliance, que espera pelos apoios comunitários para avançar com um conjunto de investimento que vai começar pela requalificação da Vila Velha, onde serão construídas residências para estudantes Erasmus.
Na Assembleia Municipal foram ainda aprovados os estatutos da Douro Alliance, bem como as alterações dos estatutos das quatro empresas municipais e ainda a contratualização de um empréstimo bancário, na ordem dos oito milhões de euros, para as obras de requalificação da rede escolar.



