Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Projeto do Campo do Calvário vai “mexer” com ruas envolventes

Empreitada vai decorrer durante quatro meses e vai envolver alterações na zona envolvente ao campo para garantir o acesso à pessoas com mobilidade reduzida, a ambulâncias e bombeiros

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Já começaram, no dia 2, as obras de requalificação do Campo do Calvário, um projeto que vai envolver ainda alterações em parte das ruas de Santo António e Cidade de Espinho, explicou José Claudino, responsável pela empresa que vai executar a empreitada.

Segundo o mesmo responsável, as obras vão envolver a reformulação das duas ruas, na parte envolvente ao campo, inclusivamente no que diz respeito ao trânsito. “Vamos criar acessibilidades para todas as pessoas com mobilidade condicionada”, sublinhou.

Ainda no que se refere às características da intervenção, José Claudino adiantou que a rua Cidade de Espinho será “sobre elevada”, de forma a mantê-la “toda na mesma cota” e garantir “um acesso franco ao campo”, ou seja, um acesso mais fácil para ambulâncias e bombeiros.

Orçado em 509 mil euros (mais iva), a intervenção no campo de futebol vai incluir o aumento das medidas do espaço de jogo, a colocação de relva sintética “de última geração”, a renovação da bancada (com introdução de bancos individuais), a reformulação de todo o sistema de iluminação e uma limpeza geral a todo o interior do espaço desportivo.

Sobre o tão ambicionado relvado sintético, o mesmo responsável explicou que será possível jogar “24 sobre 24 horas, durante os próximos cincos anos” sem grande manutenção. “O campo terá certificado fifa 2 estrelas, podendo assim receber jogos internacionais de todos os escalões”, concluiu.

Rui Santos, presidente da Câmara Municipal, recordou que o Campo do Calvário “faz parte da história de Vila Real” e está confiante que a intervenção “agradará a todos aqueles que gostam do concelho, gostam dos jovens e gostam de futebol”.

“Toda a gente estava à espera que as piscinas não acontecessem e ainda bem que o novo executivo optou por manter o campo e fazer umas instalações condignas para as nossas camadas jovens”, sublinhou Artur Ribeiro, presidente do Sport Clube de Vila Real, referindo-se ao projeto de construção de umas piscinas municipais cobertas que era defendido pelo anterior executivo social-democrata, liderado por Manuel Martins, para aquele espaço.

No que se refere ao projeto que agora avança, o dirigente associativo considera que são obras necessárias, mas espera que em breve seja também possível fazer a requalificação dos balneários, o que não está contemplado nesta fase.

Diariamente treinam no Campo do Calvário uma média de quatro equipas e os fins de semana são ocupados com jogos dos mais diversos escalões do clube, que conta atualmente com mais de 220 atletas.

Enquanto decorrem as obras, cuja conclusão está prevista para dentro de quatro meses, os jovens futebolista vão treinar e competir nos campos de Mateus, Lordelo e Sabrosa.

No mesmo dia em que arrancaram as obras no Calvário, o executivo municipal visitou ainda a empreitada em curso no Campo D. Maria de Lurdes Amaral (Abambres) que, orçada em mais de 597 mil euros (mais iva), vai ter também relva sintética e ainda “balneários adequados”.

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