Segundo uma fonte próxima do processo, o compromisso institucional quanto à potência instalada será assinado entre o Governo e administração da Iberdrola já no próximo verão. O início da construção das barragens do Alto Tâmega aponta para setembro deste mesmo ano. Esta foi a garantia deixada aos autarcas e que poderá representar o fim de um longo impasse na construção destes empreendimentos hidroelétricos.
A decisão foi bem recebida pelo comércio local das vilas transmontanas, que durante algum tempo serão os “estaleiros” de obras. Em Ribeira de Pena, o tecido local há muito que aguardava por este desenlace, já que a construção da barragem de Daivões representa uma ótima oportunidade de negócio.
Apesar do impasse, em Ribeira de Pena já se tem verificado movimentações de terras, nomeadamente nas freguesias de Santa Marinha e Salvador, devido à construção do túnel.
Recorde-se que, como compensações e contrapartidas pela construção das barragens do Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, a região do Alto Tâmega poderá beneficiar de um forte investimento em obras, com a Iberdrola a financiar mais de 100 intervenções, num total de cerca de 47 milhões de euros.
Com mais área inundável, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena serão os concelhos mais beneficiados. Lembre-se que, as localizações das três barragens apontam para Daivões (Ribeira da Pena), Vidago e Gouvães da Serra (Vila Pouca de Aguiar). Todos estes empreendimentos estão inseridos no novo Plano Nacional de Barragens, onde se prevê que Portugal possa atingir, em 2020, uma capacidade hidroelétrica superior a sete mil megawatts. Os novos aproveitamentos hidroelétricos irão assegurar valores de potência instalada adicional na ordem dos dois mil megawatts.



