Quarta-feira, 22 de Abril de 2026
EnsinoProximidade e acompanhamento são a receita do sucesso

Proximidade e acompanhamento são a receita do sucesso

Mondim de Basto e Torre de Moncorvo destacaram-se no ranking das escolas, sendo consideradas as melhores públicas dos distritos de Vila Real e Bragança, respetivamente

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Segundo a análise do Jornal de Notícias aos dados do Ministério da Educação, relativos ao ano letivo de 2023/24, a escola Básica e Secundária de Mondim de Basto é a 147.ª classificada a nível nacional, o que representa um grande salto da posição 530 que ocupava no ano letivo anterior.

Esta análise definiu como critério base a nota das 10 disciplinas com maior número de exames: português, física e química A, matemática A, geografia A, filosofia, economia A, matemática aplicada às ciências sociais, inglês e geometria descritiva A. Na escola do concelho mondinense, a média dos 95 exames realizados foi de 12,51, a taxa de conclusão no 12.º ano foi de 96,7% e no final do terceiro ciclo de 98,2%.

A diretora do Agrupamento de Escolas, Isabel Coutinho, aponta que este grande salto “é resultado do trabalho que temos feito”, destacando que, “nos últimos anos, tem havido alguma consistência e consolidação” nos resultados. Admite que “não estava à espera de subir tantos lugares”, e mesmo relativizando os rankings que se fazem, considera que “foi importante para a comunidade”.

Além de contar com um corpo docente estável, o “apoio sustentado” dado pelos professores, ao longo do ano, é um dos pontos da fórmula de sucesso. “Os professores têm intensificado essa forma de apoiar os alunos com muitas plataformas, por exemplo, nomeadamente para a preparação de exames”, destaca. O agrupamento tem trabalhado também melhor para acompanhar os alunos desde o início do ciclo de ensino. “No 10.º ano, há uma passagem abrupta muito grande, e alguns os alunos verificam que é muito difícil”, sendo avaliada uma alteração do percurso e mais acompanhamento. “Estamos a trabalhar melhor, também, essa passagem”, sublinhou Isabel Coutinho.

Sendo uma escola pequena, com 674 alunos e turmas relativamente pequenas, é possível disponibilizar “muitas modalidades de apoio: com a docência, com adjuvâncias, aulas extra de apoio, que os alunos frequentam se quiserem” e, desta forma, a diretora entende que “os alunos que, efetivamente, querem trabalhar e conseguir resultados, conseguem”.

Incentivar e promover o estudo autónomo é outra das preocupações da escola, até para que o sucesso se mantenha no restante percurso académico.

“Como os alunos têm tardes livres e, no 12.º um dia livre, têm que aprender a trabalhar de uma forma autónoma e os professores fazem este acompanhamento”, destaca ainda a docente, já que com as ferramentas digitais, “é possível os professores estarem em ligação com os alunos, e responder a dúvidas ou dar feedback na hora”.

A dimensão e acompanhamento da escola contribui ainda para “um ambiente muito familiar”. “Nós aqui tomamos conta de todos, temos uma proximidade muito grande, mesmo os professores e o pessoal não docente têm este trabalho em equipa”, frisa.

Essa circunstância também faz com que os projetos dinamizados tenham uma componente de proximidade. “Abordamos de uma maneira diferente projetos que muitas escolas também têm, só que, como somos menos, conseguimos tocar, articular e chegar de uma maneira diferente, essa é uma mais-valia que temos”, sustenta.


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