Sexta-feira, 26 de Novembro de 2021

Rali eleva o Alto Tâmega aos grandes palcos do automobilismo

O desporto automóvel e a adrenalina que o roncar dos motores provoca nos aficionados estão de regresso à região do Alto Tâmega, com a realização de mais uma edição do Rali, nos dias 8 e 9 de junho.

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Este ano, a novidade é o alargamento da prova a mais dois concelhos, Montalegre e Valpaços, além dos já habituais Chaves e Boticas. Também a candidatura desta prova ao Campeonato Nacional de Ralis está a dar que falar, já que a pode posicionar entre as mais conceituadas do país.

Nuno Loureiro, da Cami Motorsport, não esqueceu no “sucesso” que foi a edição anterior, depois de 25 anos de interregno, e mostrou-se ainda mais satisfeito “porque com mais dois municípios o rali fica mais valorizado”. 

Além disso, “teremos cerca de 50 participantes, o que constituiu um recorde relativamente a todas as edições anteriores”, anunciou, considerando “excecional” esta marca histórica, “porque permite ter uma organização muito superior, além de que, entre essa meia centena de participantes, estão os principais pilotos da categoria a que o rali pertence”.

Um dos nomes sonantes é o de Luís Delgado, vencedor da edição de 2018. Ao volante de um Citroën C2 Super 1600 e copilotado por André Carvalho, o flaviense garantiu que “vamos fazer tudo para voltar a vencer esta prova”, reconhecendo que as dificuldades que se avizinham são superiores às do ano anterior.

“Vai ser um rali mais complicado e mais comprido, foram acrescentadas duas etapas e vai ser difícil apontar todas as coisas importantes para que consigamos andar mais rápido na estrada”, disse, desvendando qual a melhor estratégia para superar os adversários.

“Temos participantes com carros 4×4 e Porches, por exemplo, por isso tenho que me valer das partes mais sinuosas e estreitas, porque o meu carro é menos potente e passa melhor nessas zonas, em comparação com os outros que são mais potentes e mais largos”, revelou.

No decorrer da apresentação de mais um “grande evento de automobilismo”, Fernando Queiroga, presidente da câmara de Boticas, referiu que receber o rali no seu concelho é sinónimo de “promoção da região do Alto Tâmega”, fazendo referência ao “território fantástico que temos, às gentes maravilhosas e aos produtos de altíssima qualidade” que os visitantes descobrirão. 

Relativamente ao automobilismo, o autarca revelou que os inspetores da FIA estiveram em Boticas, onde ficaram “encantados com a nossa Rampa, com as qualidades e infraestruturas deste concelho do Interior”. 

Já o autarca de Chaves, Nuno Vaz, fez alusão à felicidade do povo do Alto Tâmega, que “deve ter orgulho nesta região”, frisando que a prova “é mais uma marca do nosso orgulho e queremos que esta prova seja um processo de união que temos procurado construir para que efetivamente o Alto Tâmega seja um todo”. 

Tendo mostrado algumas reticências iniciais devido às questões ambientais, Orlando Alves disse o seu município, Montalegre, “está sempre na primeira linha em tudo o que seja afirmar a região”. “Já vi que o Rali do Alto Tâmega tem pernas para andar e uma dimensão a atingir, e sendo essa dimensão que cria valor e ajuda a afirmar a região, faz todo o sentido que Montalegre faça parte desta grande prova”. 

Por sua vez, o autarca anfitrião da apresentação da prova, Amílcar Almeida, mostrou uma forte ambição ao “afirmar que pretende transformar este rali no melhor de Portugal, porque estão conjugados esforços entre as várias entidades envolvidas”.

O Rali do Alto Tâmega terá uma extensão de 113,5 quilómetros, divididos por Valpaços e Chaves no sábado, com destaque para a Street Stage às 21h00. No domingo, o percurso será nos concelhos de Chaves, Boticas e Montalegre.

De referir que esta prova pontua para o Campeonato Norte Ralis, para a Copa 106, o Campeonato Portugal de GT’s e o Campeonato Portugal de Clássicos.

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