Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
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Vila RealRastreio nacional passou por Vila Real e chega hoje a Bragança

Rastreio nacional passou por Vila Real e chega hoje a Bragança

A doença arterial periférica é uma patologia que deriva da acumulação de gordura no revestimento das artérias que provoca um estreitamento gradual das mesmas, impedindo que o sangue leve o oxigénio necessário aos músculos, ocorrendo, especialmente, nos membros inferiores. O diagnóstico tardio da doença tem graves consequências. O rastreio gratuito deste doença tem vindo a […]

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A doença arterial periférica é uma patologia que deriva da acumulação de gordura no revestimento das artérias que provoca um estreitamento gradual das mesmas, impedindo que o sangue leve o oxigénio necessário aos músculos, ocorrendo, especialmente, nos membros inferiores. O diagnóstico tardio da doença tem graves consequências. O rastreio gratuito deste doença tem vindo a percorrer o país.

Desde o dia 24 e até ontem, a Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) trouxe, a Vila Real, uma iniciativa que tem percorrido todas as capitais de distrito, um rastreio à doença arterial periférica que, hoje, chega a Bragança.

Se nos últimos três dias foram dezenas os vila-realenses que participaram no rastreio, entre hoje e amanhã, das 10 às 19 horas, outros tantos bragançanos vão poder fazer os exames, para detecção da doença arterial periférica, num espaço montado na Praça Cavaleiro Ferreira.

O périplo do rastreio tem como objectivo a avaliação da prevalência da patologia, em todo o país, traçando, também, uma análise comparativa da sua incidência, por distritos. “Este é um rastreio, a nível nacional, o qual consiste na avaliação da doença arterial periférica, ou seja, qual a sua prevalência, no nosso país, tentando avaliar se há diferenças, de um distrito para o outro”, explicou Daniela Cunha, técnica de Cardiopneumologia.

Segundo a mesma responsável, no rastreio podem participar pessoas com mais de 51 anos, sendo que, só no primeiro dia da iniciativa, em Vila Real, mais de meia centena de pessoas responderam ao apelo.

“O principal sinal de alerta é a dor nas pernas, na barriga da perna, principalmente quando faz um esforço maior”, revelou Daniela Cunha, sublinhando que, caso não possam “aproveitar” a oportunidade de fazer os exames, durante os rastreios, os cidadãos que sintam os sintomas devem dirigir-se ao seu médico de família que, em caso de detecção da patologia, o encaminhará para um hospital que tenha serviço de cirurgia vascular, o indicado para o tratamento deste tipo de doença.

Durante o rastreio, é feita a medição do índice tornozelo/braço (ITB), o principal exame para identificação da doença. Além deste método de detecção, são medidos os níveis de colesterol e é feito um inquérito clínico.

A doença arterial periférica caracteriza-se por uma diminuição do fluxo sanguíneo, nos membros superiores e inferiores (especialmente nestes últimos), devido a obstruções existentes nas artérias. Actualmente, afecta cerca de 3 a 10 por cento da população adulta mundial e é assintomática, em cerca de 50 por cento dos casos. Esta situação conduz ao seu diagnóstico tardio e, consequentemente, a complicações posteriores, muito mais graves.

 

Maria Meireles

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