A vida de hoje é uma corrida obsessiva, como se uma neurose de velocidade nos contaminasse. Aceleramos por tudo e por nada, corremos atrás de quimeras, fugimos à frente de medos. Saltamos por cima da dignidade, do respeito, da honradez, e largamos os valores maiores da humanidade que nos devia reger, em qualquer lixeira onde jaz o podre repelente ao lado do são recusado. E tanta corrida para quê, se no final só nos espera a derrota?
Derrotados dia após dia, continuamos no frenesim, sem pararmos um pouco para pensarmos nos porquês dos nossos constantes fracassos. O mundo de hoje perde segundo a segundo, e nós perdemos com ele. A crise de que tanto se
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