Terça-feira, 16 de Junho de 2026
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Rede Comunitária de Banda Larga prestes a entrar em fase de testes

Quando faltam apenas duas semanas para a finalização da infra-estrutura de fibra óptica que vai percorrer a Terra Quente Transmontana, prepara-se a fase de testes da Rede Comunitária de Banda Larga que, num investimento de 7,7 milhões de euros, vai servir cerca de 90 mil pessoas.

A partir do dia 15 terá início a fase de testes da estrutura de fibra óptica construída no subsolo dos cinco concelhos que constituem a Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana (AMTQT) e que, assim, vão ficar ligados numa Rede Comunitária de Banda Larga.

Segundo Manuel Miranda, secretário-geral da AMTQT, “neste momento, estão em fase de conclusão as obras de construção da infra-estrutura física”, uma empreitada que teve início em Maio de 2008 e que chegou a ter “20 frentes de obra” a decorreu em simultâneo.

O mesmo responsável explicou que no total, e só no “anel central que liga todas as sedes de concelho”, estão a ser criados 250 quilómetros de rede, mais, aproximadamente, 100 quilómetros nas cinco redes locais, uma em cada município (Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor).

O projecto levou ainda a Banda Larga até à sede do distrito, onde, à semelhança dos municípios da Terra Quente, foi construído um “centro de transição” junto ao Instituto Politécnico Bragança.

No Data Center, localizado em Mirandela, vão centralizar-se as informações e bases de dados dos municípios, sendo que as redes locais de fibra óptica vão permitir modernizar a ligação entre os vários edifícios e serviços municipais existentes em cada uma das autarquias.

Promovido pela AMTQT, o projecto de criação da Rede Comunitária de Banda Larga exigiu um investimento de cerca de 7,7 milhões de euros, contando com a comparticipação de fundos comunitários, através do Programa Operacional da Sociedade do Conhecimento, de 45 por cento, sendo que o restante, mais de quatro milhões, foi assumido pelas autarquias envolvidas.

“Durante o segundo trimestre iremos decidir sobre a forma de gestão e operação da rede”, revelou Manuel Miranda, referindo que será necessário definir primeiro a “gestão social”, com os serviços a disponibilizar às autarquias, para depois fazer a gestão sob a vertente dos negócios a desenvolver pelas operadoras de comunicação.

Esperando agora cativar “os operadores no mercado”, o mesmo responsável lembrou que, sem a Rede Comunitária seria muito difícil fazer chegar a banda larga à região, tendo em conta que “em territórios com baixa densidade populacional os operadores não têm interesse em investir na criação das infra-estruturas”.

Quando estiver a funcionar em pleno, a rede estará “aberta a todos as operadores, empresas ou cidadãos que estejam interessados em serviços avançados de Banda Larga”, concluiu o secretário-geral.


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