RegiãoResponsáveis apontam verão de 2019 para o arranque do plano de mobilidade do Tua

Responsáveis apontam verão de 2019 para o arranque do plano de mobilidade do Tua

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua, José Paredes, avançou hoje que o plano de mobilidade para esta zona de Trás-os-Montes vai arrancar no verão de 2019, depois de dois anos de impasse.

O Plano de Mobilidade Turística e Quotidiana é uma contrapartida pela construção da barragem do Tua que já disponibilizou cerca de 13 milhões de euros para a execução do mesmo. Os equipamentos turísticos, como um comboio e barcos, estão prontos para começar a operar, mas há quase dois anos que se aguarda pela autorização oficial.

Além das intervenções já feitas na desativada linha do Tua, são necessárias mais obras para garantir a segurança do transporte e, depois dos estudos e projetos executados, elas vão arrancar “até ao início do próximo ano”, como afirmou o presidente da Agência.

A Agência é constituída pelos cincos municípios da área de influência da barragem (Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Vila Flor e Murça) e pela EDP, e também resulta das compensações do empreendimento hidroelétrico que está já a produzir energia.

A Agência é também a concessionária do plano de mobilidade que foi subconcessionado ao operador dos barcos do Douro, Mário Ferreira.

O plano envolve outras entidades como a Infraestruturas de Portugal (IP), proprietária da linha, e o Instituto de Mobilidade Terrestre (IMT) e todas estão agora articuladas num comité constituído, em novembro, e supervisionado pela secretaria de Estado dos Transportes.

O presidente da Agência quis informar hoje a população dos avanços do processo, numa conferência de imprensa, em Mirandela, onde afirmou que as diferentes entidades tudo farão para que o plano “se inicie no próximo verão”.

Antes serão feitas intervenções que já tinham sido anunciadas há alguns meses e que passam por mais obras na linha, consolidação de taludes e instalação de um sistema de monitorização de queda de blocos.

A EDP já disponibilizou três milhões de euros para estas intervenções no troço entre a Brunheda e Mirandela, o que resta da centenária linha do Tua, entretanto desativada depois de uma sucessão de acidentes ferroviários, com quatro mortes, há uma década.

O presidente da Agência não quis falar em valores monetários, mas a presidente da Câmara de Mirandela, que também faz parte deste organismo, Júlia Rodrigues, indicou que no total serão investidos 15 milhões de euros neste plano de mobilidade.

Depois de dois anos de impasse com anúncios anteriores para o início da operação no terreno, o presidente da Agência, José Paredes, não considera que houve desperdício de tempo, “porque foi necessário fazer estudos, medições, levantamentos, projetos de execução e agora” o plano está “em condições de arrancar”.

“Foram dados passos importantes nos últimos tempos, os estudos e projetos de execução estão concluídos e foi constituído, no início de novembro, um comité de acompanhamento, que é coordenado pela secretaria de Estado das Infraestruturas, para congregar vontades de todos os intervenientes. Estamos a fazer reuniões na secretaria de Estado de 15 em 15 dias e todos a trabalhar no sentido de que o projeto arranque no verão, com tudo, barcos, comboios turísticos e para as populações”, concretizou.

Garantida está já também uma verba anual da CP de 600 mil euros para assegurar a mobilidade das populações, sendo que a primeira tranche chegará já no início de 2019, segundo disse.

Quando o plano estiver no terreno, a mobilidade quotidiana será feita com transporte rodoviário onde não há linha, nomeadamente entre o Tua e a Brunheda, e com as antigas carruagens do metro de Mirandela no troço reativado, entre a Brunheda e Mirandela.

Toda a operação, turística e quotidiana, ficará a cargo do operador privado, segundo avançaram hoje os responsáveis locais.

A presidente da Câmara de Mirandela, a socialista Júlia Rodrigues, insurgiu-se quando foi eleita contra o impasse na execução do projeto.

Agora reconhece que “houve algum lapso de tempo excessivo para tomada de decisões”, mas acredita que “os passos que têm sido dados, têm sido valiosos no cumprimento de regras de segurança e o interesse fundamental de todos é que a linha e a mobilidade arranquem com a confiança de que são transporte seguro”.

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