A situação é alarmante e a Guarda Nacional Republicana já está a investigar estes casos que têm ocorrido em vinhas mais isoladas.
Segundo os viticultores, o destino dos enxertos é o mercado negro, ou seja, para vender em feiras da região. Receosos que lhes aconteça o mesmo, alguns agricultores, com plantações de vinhas novas, já montam guarda durante a noite às vinhas.
Guiães tem sido uma das freguesias mais afetadas. “Durante a noite, roubaram-me mais de 300 pés de enxertos da casta Touriga Francesa que estavam em três socalcos, e vandalizaram-me outros pés. É um prejuízo de várias centenas de euros”, contou Leonel Brites, viticultor proprietário da Quinta das Silvas.
Outro viticultor, Carlos Brites, (na foto), proprietário de uma vinha, referiu que desapareceram do seu terreno cerca de “330 pés da variedade Tinta Roriz, também durante a noite”. As suas suspeitas apontam para “grupo organizado de fora da aldeia”, e revelou que na semana anterior “muitos pés de enxertos, presumivelmente roubados, estavam a ser vendidos às escondidas na feira da Régua”. O prejuízo ultrapassa os 600 euros para este viticultor.
Após os furtos, alguns vestígios foram deixados no terreno, nomeadamente pegadas e alguns enxertos. Entretanto, no Posto da GNR de Vila Real já foram apresentadas duas queixas por este tipo de furto.
De referir que, a compra de cada enxerto para plantações de novas vinhas ronda um euro por pé, (embora variável pela casta), custo este ao qual tem de se acrescentar a mão-de-obra e respetiva rega.






