A GNR está a investigar a sequência de furtos ocorrida na última semana em alguns cemitérios. Durante a noite de quinta para sexta-feira, na aldeia de Vreia de Jales, vinte imagens em cobre e bronze foram arrancadas das campas, enquanto em Vreia de Jales furtaram quatro imagens de santos em cobre.
Ao que apuramos, ninguém se apercebeu dos roubos e os prejuízos são de centenas de euros. A GNR de Vila Pouca de Aguiar foi chamada ao local e está a investigar esta situação.
No fim de semana, em S. Miguel da Pena, Vila Real, uma dezena de crucifixos e imagens em cobre e bronze foram furtados também durante a noite do seu cemitério. Ao que apuramos, o portão do espaço estava aberto, o que facilitou o furto. O valor do furto ascende a centenas de euros e a GNR de Vila Real também está a investigar este caso. Esta foi a primeira vez que este tipo de furto ocorreu nesta aldeia.
O furto de cobre, e outros metais, tem como destino alguns sucateiros que o compram no mercado negro a baixos preços e o comercializam com um lucro elevado a empresas de fundição. Depois, o metal é “reciclado” em diversas formas, nomeadamente para fios elétricos, tubos de canalização, tachos e panelas, para fazer bronze e peças que são utilizadas no setor automóvel. Um quilo de cobre limpo pode render até 4 euros. As autoridades sabem que grande parte de cobre vendido pelas sucatas portuguesas tem como destino a vizinha Espanha.




