Na primeira manga, Rui Gonçalves efectuava uma boa partida mas na chegada à primeira curva era tocado por outro concorrente, não evitando uma queda que o deixou na última posição, depois de ter perdido bastante tempo para regressar ao traçado.
Com uma fraca visibilidade e num traçado bastante complicado em termos de aderência, Rui Gonçalves terminaria esta primeira corrida num inglório 19º lugar.
A segunda manga seria bastante mais positiva para Rui Gonçalves porque, para além de ter conseguido partir no grupo dos pilotos da frente, evitava a confusão dos momentos iniciais, instalando-se no quinto posto posição, que não mais largaria até ao final da prova.
Ainda durante o decorrer da semana que antecedeu a prova de Ponte a Egola foram efectuados os derradeiros testes com as versões finais da CRF 450 R de fábrica. Estes testes foram bastante positivos porque juntaram técnicos do departamento de competição da Honda, técnicos da Showa e da Dunlop.
Depois de três dias de testes, muito intensos, chegou-se a um consenso em termos do conjunto a utilizar no Mundial de Motocross deste ano.
No final, Rui Gonçalves falou sobre a prova. “Foi um bom teste no que toca às capacidades da nova CRF 450 de fábrica. Já utilizámos algum material especial e posso dizer que fiquei bastante contente com o resultado. Em termos de corrida foi pena ter levado aquele toque na primeira manga, porque ia bem colocado quando ia entrar na primeira curva. A segunda manga, apesar das condições ainda mais difíceis, correu muito melhor. O quinto posto foi um excelente resultado, tendo em conta que estavam praticamente todas as equipas do Mundial aqui presentes. Acima de tudo, gostaria de enfatizar os excelentes progressos efectuados com os engenheiros japoneses. Tenho a certeza que iremos ter uma moto muito competitiva quando começar o Mundial de MX na Bulgária, no dia 10 de Abril.




