Apesar de alguns interregnos na sua actividade, a Associação Cultural e Desportiva de Samardã foi fundada em 1985, sendo uma colectividade com pergaminhos no desporto regional. Não pelos títulos conquistados, mas pelo simples facto do clube ter marcado presenças honrosas e mobilizado a sua volta a juventude e a população em geral da aldeia.
Para a época desportiva 2011/12, o clube vai fazer algumas intervenções no Campo da Cruz, como nos garantiu o presidente, Adriano Teixeira. “Para utilizar o nosso campo de futebol, temos de fazer alguns melhoramentos. Os balneários precisam de ser remodelados, precisamos de uma nova vedação do campo e melhorar o próprio piso”.
Para este dirigente, é muito importante o regresso do clube ao desporto regional. “Já não havia futebol de 11 há três anos no distrital sénior da Associação de Vila Real. A aldeia tem jovens que gostam de jogar e a própria aldeia também se entusiasma com as prestações da sua juventude. Por outro lado, é uma forma das pessoas se distraírem”.
Quanto aos custos com a equipa, Adriano Teixeira garantiu que o clube vai recorrer à prata da casa. “Teremos de minimizar os custos. A base da equipa será os jogadores da aldeia. Poderá haver um ou outro dos arredores, mas tudo de uma forma amadora e sem custos. Além disto, temos uns jogadores experientes que irão ajudar a equipa”.
Para já os apoios apenas se confinam ao Conselho Directivo de Baldios e à própria Associação.
O início dos trabalhos de preparação da equipa está previsto para o próximo mês de Agosto e a orientação técnica deverá ser entregue aos atletas mais experientes da formação.
Ao longo das suas participações na Associação de Futebol de Vila Real, a Associação Cultural e Desportiva de Samardã competiu exclusivamente na segunda e na primeira Divisão Distrital, tendo alcançado, na época 2003/2004, a sua melhor classificação de sempre, ao conseguir um magnífico segundo lugar. Numa altura em que as colectividades atravessam grandes dificuldades em assegurar a sua continuidade, este exemplo da aldeia de Samardã pode representar um estímulo para que outras possam surgir.

