Um segredo como o que estas terras encerram tinha de ser bem guardado. Assim, foi eleita padroeira e protetora deste lugar vinhateiro Santa Marta, personagem bíblica considerada símbolo do trabalho e, em sua honra, foi construída uma capela.
Um dia, terá por cá passado um tal de Guillon, conde francês, que mandou incendiar a capela de Santa Marta. Cumprida a sua ordem maldita, logo lhe apareceu a Santa. Como castigo, esta impôs-lhe que plantasse uma vinha e cuidasse bem dela. Já arrependido e humilhado, o conde tapou os olhos, querendo esconder-se do mundo. Mal os abriu, viu aos seus pés um corvo, ave de mau presságio. Sentindo de perto a morte, não hesitou em cumprir a penitência dada por Santa Marta. Foi assim que as suas mãos fidalgas esqueceram a nobreza a que pertenciam e se entregaram ao árduo trabalho de plantar e cuidar de uma vinha para dela poder colher o fruto.
Da vinha por si plantada e trabalhada, fez-se uma vindima soberba que muito alegrou o conde, pois nunca tinha produzido nada na sua vida. O seu esforço tinha mesmo valido a pena! Esperando assim redimir-se do mal que havia causado, ofereceu à Santa as boas uvas, fruto do seu suor. Foi então surpreendido pela presença de pombas brancas e de um cordeiro, símbolos de paz e de reconciliação. A Santa, piedosa, perdoara a malfeitoria ao conde de Guillon e, desde então, esta terra passou a chamar-se Santa Marta de Pena (castigo) Guillon, termo entretanto traduzido para Guião.
Santa Marta de Penaguião celebra o seu dia litúrgico a 29 de julho, feriado municipal.
Conteúdo produzido pelo Agrupamento de Escolas Santa Marta de Penaguião






