Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Segurança da linha do Tua é motivo de discórdia

O arranque do projeto de mobilidade do Vale do Tua, em Trás-os-Montes, está a ser impedido pela indecisão das diferentes entidades envolvidas sobre quem assume a responsabilidade da segurança da linha do Tua, revelou hoje um dos parceiros.

Junho/julho foi a data apontada, pela Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua e pelo operador turístico Mário Ferreira, para o comboio regressar e o barco começar a navegar.

O barco já flutua na albufeira da nova barragem, e o comboio está a caminho, mas a operação está impedida de avançar por ainda não estar definido “quem é que fica responsável por todas as infraestruturas da linha”, como disse à Lusa Fernando Barros, presidente da Agência de Desenvolvimento.

Quase 20 quilómetros da linha, entre o Tua e a Brunheda, ficaram submersos na nova albufeira da barragem do Tua, que assumiu como contrapartida um novo plano de mobilidade para esta região.

A EDP, concessionária da barragem, entregou 10 milhões de euros ao empresário dos cruzeiros no Douro Mário Ferreira para reabilitar e explorar turisticamente a nova albufeira e os cerca de 30 quilómetros, entre a Brunheda e Mirandela, que restam da linha do Tua.

O barco já flutua na albufeira da nova barragem, e o comboio está a caminho, mas a operação está impedida de avançar por ainda não estar definido “quem é que fica responsável por todas as infraestruturas da linha”, como disse à Lusa Fernando Barros, presidente da Agência de Desenvolvimento.

A Agência entende, como disse à Lusa o presidente, “que o proprietário da infraestrutura continua a ser a empresa Infraestruturas de Portugal (IP)” e que “deve ser responsável pela superstrutura da linha, ou seja por viadutos, pelos taludes, pelos túneis, pela segurança dessas grandes infraestruturas”.

Mais desenvolvimentos na edição desta semana de A Voz de Trás-os-Montes. 

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