Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021

Setor automóvel com quebras de 80% exige plano específico de apoio

O setor automóvel exigiu hoje um plano específico de apoio, garantindo ser “um dos mais afetados” pela pandemia, com quebras de 80% no mercado de ligeiros de passageiros, mas não ter merecido “qualquer particular atenção do Governo”.

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“O setor automóvel é, sem dúvida, dos mais afetados por esta grave crise”, sustenta a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) em comunicado, salientando que, de 01 a 14 de abril, o mercado de ligeiros de passageiros teve uma queda de 86% (com 838 veículos matriculados, contra 6.208 no período homólogo de 2019), o que representa uma perda estimada de 15 milhões de euros em receitas para o Estado.

Segundo a ACAP, a este facto acresce que “a maioria destas matrículas correspondem a encomendas efetuadas antes de 16 de março, ou seja, a partir desta data a queda foi sempre na ordem dos 80%”.

Já no mercado de viaturas usadas, alerta, “a situação é mais complicada ainda, porque depois daquela data as vendas estagnaram completamente”.

Neste contexto, a associação diz ter proposto ao Governo “a tomada de medidas para, por um lado, minimizar o impacto desta crise e, por outro, relançar a procura”.

Estas propostas, sustenta, “exigem a criação de um plano de apoio ao setor automóvel, como um dos mais afetados e que, até ao momento, ainda não teve qualquer particular atenção do Governo, tal como aconteceu noutros setores”.

Entre as medidas reclamadas pela ACAP estão a duplicação “imediata” da dotação da linha de apoio à compra de veículos elétricos e a criação de uma linha de crédito específica para as empresas do setor, “com uma parte do capital a fundo perdido”.

Em linha com o que “está a acontecer noutros países”, a associação defende ainda que seja equacionado pelo Governo o lançamento de um plano de incentivo ao abate de veículos em fim de vida.

Segundo a associação, este plano de incentivo “deverá ter uma dupla aplicação”: “Por um lado, apoiar a retirada de circulação de veículos com mais de doze anos pela compra de um veículo novo de baixas emissões e, por outro, permitir a troca de um veículo usado por outro veículo que, embora usado, cumpra uma Norma Euro de emissões mais recente”.

Adicionalmente, a ACAP diz continuar "a aguardar a resposta do Governo à sua proposta de suspensão de pagamento de IUC [Imposto Único de Circulação]", já apresentada “há três anos”.

Responsável por 21% do total de receitas fiscais e por 25% das exportações de bens transacionáveis, o setor automóvel representa 19% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega diretamente 200.000 pessoas.

 

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