Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Sindicato fala em adesão de 85 por cento no Centro Hospitalar transmontano

Dois dias de greve e uma manifestação à porta do Ministério foram as formas de luta encontradas pela classe médica na defesa do Serviço Nacional de Saúde e dos utentes contra a chamada “Lei da Rolha”. A greve terminou à meia-noite de ontem e, apesar de não haver dados concretos, em Vila Real a greve também teve reflexos óbvios nos hospitais e centros de saúde.

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Até à hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não foi possível fazer em detalhe o balanço no distrito de Vila Real da greve nacional dos médicos, realizada nos dias 8 e 9, no entanto, fonte do Sindicato relatou uma adesão de 85 por cento no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

Ao início da tarde de ontem, pelas 15h00, a Federação Nacional de Médicos (FNAM), reuniu-se em Coimbra para fazer um balanço sobre a greve. Apesar dos números não terem sido avançados com exatidão, os sindicalistas apontam para uma forte adesão no distrito, em especial do CHTMAD, cuja direção remeteu esclarecimentos para a Administração Regional de Saúde.

Certo é que a paralisação afetou, sobretudo, as consultas externas e as cirurgias.

“Não seremos cúmplices na destruição do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, defendeu a Federação em comunicado para justificar a convocação da greve que, só no seu primeiro dia, previa afetar, a nível nacional, mais de 160 mil consultas e duas mil cirurgias.

Em entrevista a um canal de televisão durante a manifestação realizada em Lisboa, no dia oito, que contou também com algumas dezenas de médicos vila-realenses, Sérgio Esperança, vice-presidente da Comissão Executiva da FNAM, reconheceu os efeitos da greve para os utentes mas defendeu que “é preciso alguma forma de luta”.

“A maior parte dos blocos operatórios espalhados por todo o país encerraram”, sublinhou o mesmo responsável, referindo que as cirurgias que não se realizaram foram as programadas que podem agora ser reagendadas.

A Federação defende que “a gravidade da situação atual impõe a adoção de medidas enérgicas e a conjugação de esforços com os cidadãos na defesa de uma das maiores conquistas sociais e humanistas do nosso regime democrático”.

“À demagogia e às falsas promessas de suposta negociação que irão aparecer dos lados do Ministério da Saúde, saibamos demonstrar de forma enérgica que não admitimos a nenhum ‘inquilino’ das instalações ministeriais que brinque com a nossa dignidade pessoal e profissional”, sublinham ainda os médicos em comunicado.

De recordar que, esta é a segunda vez que o ministro de Saúde, Paulo Macedo, é confrontado com uma greve nacional de médicos, sendo que a primeira realizou-se em 2012.

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